A Arte de Conseguir Tempo

Hoje eu ia alegre e saltitante clicar na parte de ‘quick press’ e escrever uma coisinha rapidinho, atualizando vocês de algum evento do meu livro, mas não seria um post útil, e gosto da ideia de escrever coisas úteis. Então aconteceu aquele milagre das sinapses e eu tive uma ideia.

Aconteceu sexta de noite, 10 de setembro, na casa da minha amiga da voz bonita que vai fazer a narração do booktrailer (até então o planejamento é de 3 teasers de 30s e um trailer de 1min ou 2min). Eu fui até lá para fazermos a gravação da voz, só que a gente fala demais (eu sou a campeã, não pensem que mais alguém é tão nonsense de falar tanto quanto eu. Eu não paro) e acabamos não gravando, o que até foi melhor. Expliquei pra amiga da voz bonita melhor sobre a história, para ela saber exatamente sobre o que vai falar e dar a intenção correta. Algo que, indubitavelmente, ela vai fazer.

Pois bem; ocorre que outra amiga dela também foi para lá, muito legal por sinal. Ficou me incentivando a falar com várias perguntas, como se fosse muito necessário – eu estou ironizando a minha própria incapacidade de calar a boca, pra quem não me conhece e ainda não percebeu.

Uma das perguntas foi justamente como eu consigo tempo. Ohhhh! Sei lá, eu não consigo. Mas é bom conversar sobre esse assunto, porque a maior parte de nós se perde com muita coisa para fazer e pouco tempo para administrar. Tempo reduzido, é claro, pela faculdade e pelo trabalho.

Porque eu faço faculdade de manhã e trabalho depois, até sete da noite. Ou seis e meia, depende da hora que eu entro. Trabalho é outro nome pra ‘estágio’. Só que eu tenho que me dedicar ao meu livro e à divulgação dele, para mandar tudo pronto para a editora. Ou seja, além de escrever, tenho que escolher os efeitos sonoros, escrever a narração do booktrailer (que já escrevi, ao menos os 3 teasers), acompanhar o website que a minha amiga está fazendo (essa é outra amiga, o link do site dela está na lista de links do blog. O site dela se chama Fashion Feelings), verificar a pintura digital que meu namorado está fazendo (em breve vai entrar em portfólio e eu mostro para vocês), entre outras coisas como, por exemplo, digitar as sequências do livro, que, aliás, é uma saga (eu já tinha contado?).

E faço parte de um grupo de teatro ótimo, estamos montando Orgulho e Preconceito. É uma das partes mais maravilhosas da semana.

E como arrumo tempo para tudo isso? Ohh, bem, desmistificando o tempo! Eu queria que o dia tivesse umas 50 horas e que não precisássemos dormir mais de 8 horas, entretanto, como nem tudo é perfeito, o que faço é aproveitar o tempo ao máximo.

Óbvio, né? E por que quase ninguém consegue?

Porque queremos fazer tudo ao mesmo tempo, e acabamos não fazendo nada. Por exemplo, eu demoro uns quinze minutos pra escrever um artigo para o blog, mas quando falo que tenho um blog é como se tivesse uma empresa. Posso ficar online em redes sociais no trabalho, e só não fico fuçando porque tenho muitas tarefas para fazer por lá e porque não acho certo, mas estou online o dia inteiro, então a parte de divulgar os artigos do blog no Twitter e no Facebook de três a cinco vezes num dia é fácil e rápido. Ou seja, se vou escrever um post, vou, escrevo o post, e pronto, acabei.

Ah, para não mencionar que leio mais ou menos um livro por semana, às vezes mais, às vezes menos dependendo do tamanho do livro e do trânsito de São Paulo  hehehe. Leio só no ônibus e no metrô, então uma hora vindo e outra indo. Duas horas de leitura por dia é bem saudável, né, ainda mais se pensarmos que seriam duas horas perdidas numa situação estressante. E por isso não estresso tanto: nem vejo trânsito. Quando vou ver, estou perto do ponto em que vou descer.

Depois de chegar em casa eu tomo banho, para mandar embora a faculdade, o trabalho e os lavar os pensamentos também. Claro que nem sempre é tão fácil, mas para escrever, ou fazer qualquer outra coisa pessoal de seu gosto, você deve aprender a controlar o estresse na sua cabeça. Eu gosto de escrever, e é por isso que espero o dia todo, então por que ficar enchendo a minha cabeça com coisas que não vou poder resolver naquele momento? ‘Bora escrever. E escrevo até por volta de meia noite. Eu costumo acordar às seis, às vezes não levanto (ninguém é perfeito :D ).

E então faculdade, trabalhar, voltar para casa.

O tempo tem muito mais a ver com a nossa cabeça do que com o relógio. Ficamos tão paranoicos pensando no quanto não vai dar tempo de fazer alguma coisa que desperdiçamos vários minutos que poderíamos estar usando para outra coisa.

Portanto, quando você quiser conseguir tempo, veja o que faz, como faz e quanto tempo gasta. A falta de tempo normalmente é falta de organização, algo que não é nenhum demérito. Quando estamos envolvidos em várias atividades deixamos o desespero tomar conta, e basta a gente ficar tranquilo e respirar fundo para os pensamentos entrarem em ordem. E, com a mente organizada, é só arregaçar as mangas e começar a trabalhar.

Putz, isso aqui está parecendo auto ajuda. Sorry, guys. Eu só queria ajudar.

Nada demais

Vamos lá.

Nunca fui blogueira, tenho uma dificuldade enorme em manter um blog atualizado, mas levando-se em conta o que faço no Twitter e no Facebook, acho que consigo escrever um pouco por dia sim, é só não deixar a preguiça vencer.

Porque eu amo escrever histórias, mas escrever blogs é algo completamente diferente. Quando escrevo histórias, estou escrevendo algo que penso indiretamente, sabem, ponho uma personagem mais legal ou super irritante falando alguma coisa, e ótimo.

Agora escrever num blog é uma senhora exposição. Sou eu falando, sem nenhum filtro, nenhuma máscara.

Ai, tenho muito a dizer sobre máscaras, bem filosófica, mas quem sabe outro dia. Se eu me alongar muito, talvez ache que precisarei escrever muito sempre.

Mas uma vez que começo não paro mais hohoho

Igual quando eu começo a falar.

Um Processo

Eu feliz da vida estou escrevendo a mesma história desde os 15 anos de idade. Na verdade, a primeira ideia crua veio com uns 13, mas eu já tinha 15 quando dei a ela o esqueleto que ela tem hoje.

Sempre havia uma sensação de euforia extrema quando eu terminava um dos livros, ainda manuscritos, assinava no final e colocava a data.

Mas a maior emoção da minha vida foi quando eu terminei a versão digitada, imprimi e levei com toda a documentação pro Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, segunda passada (dia 23 de agosto).  Recebi um protocolo e fiquei sabendo que o registro vem por correio, entregue mediante assinatura, num prazo mais ou menos rápido, pelo que eu tinha pensando antes.

Além do alívio de entregar aquele peso de 369 páginas impressas, que até então estava na minha mochila, veio um outra alívio, que ficou misturado com butterflies in the stomach. Quantos autores tem por aí, que sentiram a mesma coisa?

E nem mandei pra uma editora ainda! (porque, obviamente, eu preciso esperar o meu registro de direito autoral sobre a obra chegar).

La ra riii!!

Sigo aguardando durante este período de tempo, que, não importa o quanto seja menor do que o que eu estava esperando, ainda é bastante pra uma novata nessa história de escrever pros outros. Antes eu só escrevia pra mim. Pra algumas irmãs. Algumas poucas amigas que também leram a primeira versão (a pobre versão dos 15 anos).