Resenha do livro O CASO LAURA, de André Vianco

Capa do Livro

Eu comprei o livro logo que saiu, porque ia participar do pré-evento para blogueiros em SP, pela Revista FANTÁSTICA. Eu ainda não liberei o artigo para lá, mas é que o site está em construção, e ele não comporta minha cobertura megalomaníaca.

Bom, O Caso Laura é o primeiro livro policial do André Vianco, que até então vinha numa linha de terror sobrenatural, especialmente explorando o universo dos vampiros.

Ouvi algumas pessoas dizerem que seria um tiro no pé, que ele não escreve isso etc etc, mas, como o próprio autor disse no pré-evento de SP, ele é escritor e escreve a ideia que vem à cabeça, em vez de se ater a um gênero.

Pra quem acha absurdo o André Vianco eliminar completamente suas características do fantástico, aconselho fortemente a ler o livro antes de tirar conclusões. Basear-se em sinopses e críticas para emitir uma opinião é catatrófico.

Trata de uma mulher depressiva, Laura, cuja história real só vai ficando clara com o desenrolar dos fatos. Há o detetive particular contratado por um sujeito misterioso para segui-la e descobrir tudo sobre o homem com quem ela conversa, Miguel.

A história tem outros núcleos, como é de hábito do Vianco, e eles se entrelaçam de certa forma.  O mistério maior vem quando o detetive percebe que várias pessoas misteriosas que fazem parte ou não do universo de Laura tem um símbolo do infinito em algum objeto, ou mesmo tatuado no corpo.

E aí?

Bom, é um desses livros insuportáveis que você não consegue parar de ler, porque um parágrafo é tão bem amarrado no outro que ficamos com medo de perder alguma coisa.

Fiquei toda hora: ‘só mais esse parágrafo’, ou ‘só até o fim desse capítulo’, ou ‘ah, o próximo é tão curtinho’, e assim por diante. Nessa brincadeira, abri o livro na casa do namorado às sete da noite, e fechei-o às duas da manhã. Terminado.

Por mais que o Vianco não goste de saber que devoramos o livro em algumas horas, quando ele demora às vezes anos para escrever, isso costuma ser um elogio. Nós não lemos um livro chato de uma tacada só, lemos?

Eu JAMAIS teria imaginado a conclusão da trama. O Vianco nos passa uma mensagem interessante (ele gosta de fazer isso), que é, ao mesmo tempo, incômoda e óbvia.

E, depois que lerem o livro, venham me contar se ele realmente abandonou seu estilo sobrenatural.

Mídias Sociais e Publicidade

Sério, estou trabalhando com isso. O melhor, comecei a trabalhar com isso por causa da Revista FANTÁSTICA. Alguém inventou de me chamar de ‘musa do Twitter” da FANTÁSTICA, mas, na verdade, sou só a tagarela deles.

Mas o que isso tem a ver? Bom, a maior parte das pessoas acha legal e fácil trabalhar com mídias sociais (Twitter, Facebook, Orkut e bla bla bla, também conhecidas como “redes sociais”, embora o termo não seja adequado). É verdade, é legal e é fácil, dependendo do que você quiser.

O problema é quando você quer se colocar como uma empresa nas mídias sociais, porque, hoje em dia, todos tem consciência de que é preciso marcar presença nelas, mas muitas vezes não sabem como e nem por quê. O porquê é mais fácil de ser respondido, porque é universal. Porque uma empresa tem de se aproximar de seu cliente/ consumidor, saber o que ele está falando, ser acessível. Costumo dizer que nas mídias sociais a empresa desce do Olimpo e atua entre os meros mortais.

É uma brincadeira em relação à imagem austera que temos, por exemplo, de uma montadora de carros.

O como é um probleminha, porque não existe receita de bolo. Depende do público, da natureza do seu nicho mercadológico, entre outros fatores. Ok, fala-se de algumas regrinhas básicas, como não falar pela empresa inteira como se fosse ela, não manifestar opiniões radicais (geralmente pessoais) etc.

Sabe qual é o maior problema mesmo? As mídias sociais funcionam muito como ação institucional, que é, de modo bem simplificado, tornar a marca conhecida e mantê-la com determinada imagem. Não causa aumento de vendas imediato (você pode fazer promoções e aumentar o número de seguidores do seu blog, mas não vai virar uma personalidade influente do dia para a noite).

E as pessoas se sentem atrapalhadas com planos de longo prazo. Mas a imagem é um plano de longo prazo. Por exemplo, vejo perfis de Twitter de um livro. O autor fica, o livro, depois de um tempo, mesmo sendo um best-seller, não. Então, porque o autor não busca fortalecer seu perfil nas mídias sociais e usa blogs promocionais e afins para falar de um livro? O perfil do Twitter é chato porque demora para conseguir seguidores, precisa gerar conteúdo, sempre rápido (aconselho muito a não ficar falando só de vendas e promoções).

O Facebook é a mesma coisa. A empresa deve ter página, e não perfil. Muitas empresas fazem perfis e depois mudam para páginas. Porque páginas foram feitas para a empresa se comunicar com o cliente, e perfis para as pessoas. As páginas tem mais recursos e não tem as mensagens e eventos que podem ser incômodos para uma empresa de médio e grande porte.

E para uma página se tornar conhecida e ter vários fãs também leva algum tempo e muito trabalho. Então você vai criar uma para promover uma música? Use uma para promover a banda, e a música da vez. Use para promover o autor, e não o livro. Ainda que o livro tem uma vida útil como produto bem maior que a de uma música.

E NÃO SER VENDEDOR o tempo todo. Existem formas sutis de vender um produto sem ficar floodando a timeline do seu cliente. A menos que queira levar um unfollow impiedoso. Gerar conteúdo relevante e verdadeiro é a melhor solução. É, é uma regra. Por que as pessoas vão perder tempo seguindo a sua empresa se ela não oferece nada de útil para o dia a dia dela? Informação e entretenimento estão entre as razões mais fortes para alguém acessar a internet, então não é algo a ser subestimado.

Eu poderia escrever mais um quilômetro de texto, mas acho mais fácil quem quiser me mandar dúvidas nos comentários!

Eu realmente AMO esse assunto.

Resenha do Livro CYBER BRASILIANA, de Richard Diegues

Nacional Recomendado

Por natureza, os livros são um mundo fascinante que cabe nas suas mãos. É triste quando você pega um livro, lê, sacode os ombros e esquece. Tem os livros que incomodam de alguma forma, e você se lembra. Tem os que emocionam, criam tal identificação que de certa forma seu humor fica atrelado ao das personagens, criam condições para você imergir mundo adentro e nos fazem sofrer tanto quanto as personagens sofrem.

Há os livros que nos causam raiva, e buscamos esquecer, porque no fundo de nossas mentes fica aquela perguntinha: “por que perdi meu tempo com isso?”.

Mas nunca saberemos se um livro é bom ou ruim até tê-lo lido, não é mesmo?

E sábado passado, durante o lançamento duplo de A Situação (Tarja Editorial) e Extraneus 2 (Editora Estronho), – confira a cobertura oficial aqui http://www.revistafantastica.com/apps/blog/entries/show/6487853-chiovatto-no-lan-ento-de-extraneus-2- - pus as minhas mãozinhas num exemplar de Cyber Brasiliana, do Richard Diegues, que é o editor da Tarja. Eu vinha cobiçando esse livro fazia um tempo. Desde que li sua sinopse. Por favor, entrem aqui http://tarjaeditorial.com.br/tarja/?p=167 para ler, porque nunca foi meu estilo fazer a sinopse dos livros que resenho.

Eu achava que seria um livro muito legal. MULHER DE POUCA FÉ! Desde que comecei a ler a primeira página fui acorrentada à história e atirada dentro de seu mundo sem nenhuma cortesia. Presa. Se eu tivesse o mínimo de tempo livre, teria devorado o livro inteiro no café da manhã. Infelizmente, só me restaram as horas de trânsito no ônibus ao longo da semana. Que aproveitei com maestria. Quase perdi o meu ponto várias vezes, aliás.

Não sei das pessoas normais, mas a insana aqui entra na história de forma a se ver no cenário construído. E fica p*** da vida quando o livro não lhe permite fazer isso, o que, é claro não é o caso do Cyber Brasiliana.

Ok, como breve resumo, a história trata de um futuro em que os países do eixo-sul comandam e os do norte estão falidos (versão resumida muito pobre), em que há uma super-hiper-ultra-mega-rede denominada Hipermundo, a que as pessoas se conectam e onde navegam com avatares – representações corpóreas contraladas através de suas mentes, com os aparatos necessários.

Não, não é só isso. A história tem uma complexidade amarrada que você não percebe pela naturalidade e leveza da narrativa. Eu não sei NADA de programação, nem Html básico. E entendi as descrições que ele dá do Hipermundo e explicações subsequentes.

Mais do que isso, as histórias das personagens se intercalam e são uma narrativa cronológica sem defeitos, de algo perfeitamente aceitável. A chinesa programadora grávida presa pela conexão no Hipermundo, o Pistoleiro com seu corpo mais-que-avatar, o desenvolvedor mediano Sa-Id que só quer fazer o que é certo, o ant-herói nerd master 5i-cent, o vilão Rajaram, a prostituta-motoqueira Cin-D… todos eles tem características peculiares que encantam de alguma forma. Dão charme à história.

E quem é capaz de construir uma boa história sem bons personagens (gente sólida, crível)? Pois é. Mas se o Richard TEM esses personagens, a história ser boa é simplesmente elevá-la a outro patamar.

Sem clichês.

Sem um vilão que quer dominar o mundo for no reason. Esse vilão é inteligente, sabe o que quer, entende o que está fazendo e as consequências de seus atos. Também erra antes do final. E como erra. Mas sabe que está errando e converte isso a seu favor.

Os mocinhos não são maniqueístas, não tem síndrome de Superman. Mas também não são aquele tipo malandro que tenho vontade de chutar quando vejo. São apenas pessoas. E por isso encantam.

Os fatos não são jogados à toa. Você os vê entrelaçados claramente durante toda a história. Acompanha os raciocínios. Você não sabe como será o final, mas tenta fazer uma ideia. No final, o que importa é o caminho que nos levou até lá, que é brilhante.

Eu teria mais milhares de observações a fazer, mas deixarei ao leitor que enxergue por si mesmo. Por enquanto, deixo minha forte recomendação.

P.S.: preciso confessar que criei o selinho de recomendação quando comecei a ler esse livro. Eu PRECISAVA diferenciá-lo dos outros de alguma forma.

 

Um Projeto

Tive uma ideia para vlog, que não sei se vai funcionar, e não faço ideia de como vou editar (não sendo eu grande editora de vídeos). Mas é uma ideia que me cativou em algum momento entre ontem à noite e hoje de manhã.

Eu me descobri uma nacionalista. Não uma daquelas que recrimina tudo que é estrangeiro, pelo contrário. Eu gosto muito da cultura inglesa (não pensei nisso como merchan, mas serve), por exemplo, seus autores de literatura de gênero, seus atores impressionantes de teatro.

O meu é aquele tipo de nacionalismo que pensa apenas em amar seu País e fazê-lo melhorar. E existem dois tipos de pessoas em relação a isso: as que debocham de qualquer tentativa de encarar o Brasil de forma positiva (pessoas extremamente medíocres, diga-se de passagem) e as que até querem ajudar a melhorar a nossa imagem para nós mesmos e para fora, mas nem fazem ideia de como é possível.

O terceiro tipo seria aquele que tenta de alguma forma, mesmo que não seja bem sucedido. Os outros dois tipos são os dominantes. Eu mesma me vejo incluída no segundo grupo.

Qual é exatamente a nossa imagem lá fora (e, aliás, aqui dentro)? Um País de gente malandra, que só quer levar vantagem, um povo semialfabetizado, que só faz jogar futebol e sambar e ir à praia. Talvez um povo que fala espanhol e vive entre macacos na floresta (onde também deve haver uma imensa favela cheia de traficantes impiedosos e umas gostosonas do funk carioca).

Se você mora em Minas Gerais ou em Goiás deve achar a história da praia uma piada de mau gosto. Se você é de Curitiba a história das favelas também não parece certa. Se você é de qualquer lugar fora da região Norte do País, nada de floresta, macacos, jacarés ou afins (ta, no Pantanal ainda tem jacarés – ou crocodilos, sinto pela incompetência em discerni-los).

Mas o que estou tentando dizer é que nós nos taxamos de coisas que não somos, nem todos fazemos, nunca quisemos.

Já falei em outras ocasiões sobre a hashtag mais imbecil da história do Twitter – #seharrypotterfossebrasileiro. A ideia é interessante, atê você ler o que a estupidez dos cérebros nacionais puderam pensar: coisas como Hermione teria ficado grávida no 3º ano, Dumbledore seria um político corrupto, Voldemort seria traficante na favela, entre tantas outras coisas.

Engraçado como essas pessoas não gostam de ser mal vistas como brasileiras no exterior, quando elas dão força à má imagem que temos. Se uma mulher vai para fora sozinha e é encarada como puta (no sentido de prostituta mesmo), fica ofendida. Mas não é assim que ela vê suas conterrâneas, e assim que algumas querem ser vistas?

Minha amiga Tayla usou uma expressão interessante: disse que os brasileiros tem um complexo de vira-lata. Sensacional. Tirando o fato de que vira-latas são cachorros muito interessantes, a comparação foi construída para associar nosso complexo de inferioridade.

Somos um país agroexportador, oras! Como isso muda? Lutar para investir em outras áreas, como educação? Mas o que nós, meros civis, fazemos com a história da educação, além de reclamar, tendo uma vaga noção do que se trata?

Tudo isso eu comentei para expor minha ideia de vlog.

Eu pretendo mostrar um outro lado do País. O lado bonito dele, sem falar só das belezas naturais. Falar das pessoas, da parte boa, do que fazemos.

Porque a parte ruim todos já falam, quase como se orgulhassem. Eu sou uma das poucas pessoas que conheço que fala em jogos mmorpgs ou rts que sou brasileira sem a menor vergonha.

Como esperar que os entrangeiros valorizem produtos e serviços brasileiros se nem nós valorizamos?

Só um PS: a partir de hoje acrescentarei um selo às minhas resenhas. Claro, só às resenhas de livros que me deixem boquiaberta. Os livros que não tiverem o selo não necessariamente são ruins. Conta muito o que eu tiver dito na resenha para saber se gostei ou não. Mas é que eu queria muito diferenciar as obras de que gostei muito das que mudaram a minha forma de enxergar as coisas (as que terão o selo).

Resenha de Livros Nacionais

Resenha de Livros Internacionais

 

 

Marketing Literário

Sábado, 19, eu fui cobrir um lançamento duplo para a Editora Estronho com a Tarja Editorial. Coisa linda. Mas a cobertura oficial do evento eu vou soltar só no site da FANTÁSTICA.

Antes do dito evento, porém, aportei no Shopping Metrô Santa Cruz para ir almoçar, que eu cheguei cedo naqueles lados (o lançamento foi no Pier 1327, na Vila Mariana, ou seja, do lado). Eu cheguei cedo demais graças ao colega, Leandro Schulai, mas esta introdução é até meio desnecessária. Depois que almocei, fui para a Saraiva Mega Store, do lado do cinema de lá, para dar uma olhada nas prateleiras, na vitrine etc. Sabem, quando você decide brigar pela literatura nacional, sem, é claro, desmerecer a estrangeira, é bom começar a prestar atenção nas coisas.

A vitrine me deixou até feliz. Apesar os estrangeiros dominarem, um brasileiro tímido apareceu – Dragões de Éter – Caça às Bruxas, do Raphael Draccon.

Vitrine da Saraiva, com o Dragões de Éter figurando lá atrás

Bom, o Dragões de Éter, mesmo tendo alguns defeitos editoriais, como conversei diversas vezes com muita gente, ainda é um livro nacional com uma proposta criativa e uma história envolvente. Para a próxima edição, pode ficar com um texto sensacional, se o editor cuidar dele com carinho. Portanto, ainda fico muito feliz por vê-lo na vitrine misturado a outros best-sellers.

Lá dentro, logo na entrada, ao lado na gôndola dos mais vendidos, estava uma moça vestida de menina do chapeú vermelho, promovendo o livro, entregando aqueles livretinhos que contém o primeiro capítulo da história, mas cuja capa é a miniatura da original.

 

Modelo caracterizada de menina do chapéu vermelho

Livreto Promocional da Garota da Capa Vermelha

 

É interessante, porque chama atenção, mas acredito que o simples fato de um filme estar prestes a estrear fará o livro vender. Foi uma questão de reforçar a imagem do livro. Ou seja, a literatura de gênero continua sendo superprocurada.

Aliás, a prateleira dos mais vendidos só tem literatura de gênero, exceto Augusto Cury, lá no cantinho.

Pra provar:

 

Os Mais Vendidos da Livraria Saraiva

Uma observação: a maioria eram livros de literatura estrangeira, entre os quais figuram Rick Riordan (autor da série Percy Jackson), Becca Fitzpatrick (Hush Hush e sequência), Hugh Laurie (o astro da série House). O nacional A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Sphor, é o único brasileiro entre os best-sellers. Orgulhinho nacional? Claro que sim, mas eu ainda gostaria de ver maior participação dos livros nacionais nessa gôndola em especial.

 

Detalhe A Batalha do Apocalipse nos Mais Vendidos da Saraiva

 

 

Claro, a Saraiva também tem as prateleiras de destaque com a plaquinha “Saraiva Indica”, geralmente quem tem grana para investir na promoção de um livro que dá retorno. A série Fallen, da Lauren Kate, é uma dessas:

Saraiva Indica --> Fallen e Tormenta (série)

Peço perdão pela má qualidade das fotos. É que câmera de celular não é milagrosa. Nunca será uma câmera fotográfica de verdade, por mais que queiram insistir.

Bom, tudo isso para falar um pouco de marketing literário. Eu nem sei se essa expressão existe de verdade, e se não existir, acabei de inventá-la para englobar todas as ações que visam à divulgação de um livro, e sua manutenção na mídia e no mercado literário. Futuramente, leva ao marketing do autor da obra.

Tenho observado muito esse meio e feito muitas pesquisas, sendo estas fotos tiradas na Saraiva no sábado apenas uma das minhas muitas visitas a livrarias para observar o que está acontecendo no ponto de venda físico.

A literatura nacional caminha a passos curtos, mas caminha. Quando as pessoas leem um bom livro, tendem a procurar outros do mesmo gênero, do mesmo autor ou autores indicados, então a nossa melhor forma de propaganda ainda é um bom livro bem aceito pelos leitores, como acontece há alguns anos com o André Vianco, aconteceu recentemente com Eduardo Sphor, um pouco com Raphael Draccon, e esperamos que com outros autores.

Uma notícia maravilhosa que tive esses dias foi que a Rocco vai publicar um livro infanto-juvenil de duas autoras nacional de literatura fantástica, a Rosana Rios e a Helena Gomes, que assinam Conexão Magia. Vai para o selo Jovens Leitores da editora.

Capa do livro Conexão Magia

Agora vamos ver como podemos transformar esse livro num best-seller, driblando a cabeça-oca de certos brasileiros antipatriotas sem senso crítico (aqueles que só conseguem falar mal do País e não fazem nada para mudar a fama que ele tem). Conhecendo as autoras, tenho certeza de que o livro será ótimo. Além disso, conhecendo a Rocco, é óbvio que será uma obra de excelente qualidade.

Algo em que tenho passado muito tempo pensando é a promoção de livros nacionais que achei muito bons e que são pouco ou nada conhecidos por aí. É difícil quebrar os preconceitos dos leitores, e a dificuldade de distribuição de editoras pequenas, e meu tempo tem andado um caos definido pela palavra “escassez”. Faço muita coisa o tempo todo, e semestre que vem eu ainda começo a luta do TCC (uma coisa abominável e gigantesca na área de Publicidade, tanto que é em grupo).

Entretanto, vou entrar em contato com alguns autores de que gostei muito para começarmos a trabalhar na promoção de seus livros. Acho que falta apenas isso para alguns, e um trabalho mais forte junto às distribuidoras. Quanto aos que tem uma editora limitada no quesito distribuição, podemos trabalhar vendas online. Já os que tem falhas editoriais (revisão gramatical, coerência na história etc) vão aguardar futuras edições.

Tenho uma boa justificativa pra essa última parte: ajudando a promover bons livros, criamos no nosso povo a cultura de que EXISTE literatura de gênero brasileira de alta qualidade. Se promovermos livros de qualidade editorial ainda ruim, corremos o risco de afundar ainda mais algo que já não é muito aclamado.

Pois vamos à luta.

 

Da Sociedade de Informação

Estava hoje na aula de uma professora sensacional (que, aliás, é doutora em Semiótica), e discutimos num seminário do colega sobre a sociedade da informação. Isso, aliado à polêmica no Twitter sobre a Maria Bethânea, fez eu ter ideinhas saltitantes querendo ser compartilhadas.

Faz tempo que não escrevo aqui, e peço desculpas às pessoas que me leem. É que ando tão cheia de coisa pra fazer, e tanto na cabeça, que não consigo parar pra postar.

1. Fiquei revoltada com a polêmica sobre a Maria Bethânea.

Não porque as pessoas sejam contra ou favor, e sim porque 99% dos comentários que li no Twitter sobre o assunto vieram de pessoas que não faziam ideia do que estavam falando. Recomendo fortemente o texto da Renata Corrêa para quem quiser entender (http://www.renatacorrea.com.br/).

E como sei que as pessoas não sabiam do que estavam falando? Porque fica óbvio quando alguém não faz ideia do assunto. A crítica vem, e poderia vir, claro, mas sem embasamento DÓI ler os argumentos. Do jeito que estavam falando, parecia que o MinC pegou dinheiro dos cofres públicos e deu nas mãos da cantora.

Na minha opinião, para ser contra ou a favor de QUALQUER COISA uma pessoa tem obrigação de conhecer o assunto. Para mim isso é tão óbvio quanto respirar.

Polêmicas à parte, isso (entre outras discussões totalmente ridículas no Twitter) e a aula de hoje me fizeram questionar – e não chegar a conclusão nenhuma.

A sociedade da informação é, a princípio, boa. Mas às vezes ela acaba vilã da história, e isso, acredito, se deve muito mais às pessoas, aos seres humanos que repassam qualquer coisa que recebem sem ler e começam a comentar sem imaginar o que estão fazendo.

Parece que esquecemos que nosso cérebro tem um filtro. Se tudo que recebemos ficasse na nossa mente, viraríamos um bando de loucos, por isso filtramos as coisas conforme interesse, identificação, conhecimento, experiência etc.

Quando repassamos uma informação sem verificar sua veracidade e sem buscar os dois lados da história, corremos o sério risco de passar por idiotas, ou de provocar uma reação em cadeia totalmente equivocada.

Você pode se revoltar com o regime da Líbia, contanto que saiba o que está acontecendo. Você pode condenar a tirania da classe média (EU ESTOU SENDO IRÔNICA), desde que entenda quais são seus problemas e suas vantagens, aspirações e dificuldades.

Às vezes leio algo, ou ouço alguém falando, e sinto muita vergonha alheia, porque é óbvio que a pessoa que se mostra entendida no assunto não sabe nada daquilo. Se você compreende um assunto e ouve alguém que não sabe falando, na hora percebe. Não sou só eu que sou assim.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Ficar repassando ideias falsas, de pessoas que soltaram uma opinião sem argumento (característica básica de um intelectualoide) e levar aquilo como verdade absoluta é uma forma de contribuir para o emburrecimento da população.

É devastador o efeito de uma manchete sensacionalista. A pessoa lê o título do artigo e sai repassando desembestada, sem ter lido inteiro, e na hora já tem opinião, mesmo não tendo lido a reportagem inteira nem procurado saber por outras fontes.

Com isso, a sociedade da informação leva a culpa pela incapacidade das pessoas de filtrarem as informações que recebem. E isso nos remete a outro problema, que tem a ver com a educação para o senso crítico, algo raro nos dias de hoje, e não apenas em classes sociais menos favorecidas. O senso crítico não é sairf por aí descendo o pau em tudo e todos. É justamente ter capacidade analítica de perceber o que vale a pena e o que não vale, que assuntos discutir. Isso é relativo? Claro que é. Mas para exercermos o nosso direito de subjetividade temos que buscar conhecimento. E vários lados da mesma história.

Eu poderia dar muitos exemplos, e discutir cada um deles, mas isso seria subestimar a inteligência do leitor. Só peço um favor: não custa nada procurar saber as coisas mais a fundo antes de sair dando pitaco pra quem puder ouvir ou ler.

Ingrediente Essencial

Já me disseram que eu sou a pieguice em pessoa. Eu poderia negar, e pode não ser verdade, mas discutir isso é meio imbecil. E este post provavelmente vai fazer mais gente se juntar à vertente que atesta o quanto sou piegas.

Whatever.

Eu tenho certas explosões de euforia. Aqueles momentos deliciosos da vida em que percebemos o quanto temos sorte e o quanto as coisas estão dando certo. Para a maioria das pessoas isso não costuma durar muito, mas eu acredito na lei de atração, energias positivas e negativas e similares.

E ontem eu estava numa reunião por Skype com o Luiz Ehlers e o Fernando Heinrich (e durou duas horas, entre 22h e meia-noite) e estávamos conversando sobre os planos mirabolantes que entrarão nas estratégias de marketing da Revista Fantástica. E veio aquela sensação no peito, sabem, de quando sabemos que nada pode ser mais certo do que fazer aquilo.

Sumiram pensamentos deprimidos sobre trabalho, casa, trânsito. Como se uma nuvem negra tivesse se desfeito. Engraçado que, quando acorde hoje, consegui ir sentada no ônibus (coisa raríssima no horário em que vou pra facu, às seis e meia ou sete horas). Cheguei à faculdade e descobri que meu professor de Merchandising e Promoções de Vendas é fera, daqueles que sempre entende o que está falando e sabe responder o que perguntam. Um que a gente percebe que dá aula e prepara e gosta do que faz. Um prato cheio para mim.

Aí deu tudo certo com a minha DP por faltas em Mídia I e consegui fazer a matrícula (apenas a título de esclarecimento, eu fechei com média 9 nessa matéria. Ocorre que estourei as 20 faltas que poderia ter no semestre). E cheguei ao trabalho e percebi que, na verdade, o que eu tinha era cansaço mesmo, porque ele é ótimo.

Quando você vê a beleza das coisas, elas dão certo. É impressionante. Mas o que não percebemos é que somos nós que as fazemos dar certo. Acontece que o bom humor tem o mesmo efeito de superpoderes na nossa vida.

Acima de tudo, acho que o ingrediente especial para tudo dar certo é o amor. É, eu sei. Piegas. Whatever². É só a verdade, oras. O ser humano precisa amar o que faz e fazer o que ama para tudo sair bem feito. As obras-primas são feitas pela dedicação, que não consegue existir sem amor.

A parte boa é que isso faz bem para as ideias, e nada é impossível. Por exemplo, no momento, minhas forças da dedicação estão completamente voltadas para a reformulação da Revista FANTÁSTICA e as estratégias de marketing para levá-la ao conhecimento do público leitor de modo mais abrangente.

Não tem como não dar certo. Você levanta um belo dia e decide que vai por aquela ideia em prática, ela acontece. Pode começar a chover, o ônibus (ou o carro) pode quebrar no caminho, mas se os obstáculos da rotina forem incapazes de destruir seu bom humor, tudo vai funcionar exatamente da forma que você quer, porque você faz virar realidade.

E esta sensação é gloriosa.

É ao mesmo tempo uma mistura de poder, entendimento, euforia e felicidade. É quando tudo faz sentido e você tem o controle sobre a sua vida. Se as pessoas cultivassem esses bons sentimentos e, por consequência, atitudes positivas, eu duvido que todos fossem infelizes e estressados como tem sido nas grandes cidades. Render-se à dificuldade é um troféu de fracasso.

Os obstáculos são só maneiras de tornar a jornada mais desafiante e, por isso mesmo, mais interessante. As facilidades nos entendiam. Cansamos da rotina porque tudo nela á fácil. É como capítulo de novela reprisado: sabemos o que vai acontecer, e vemos só porque acreditamos que não há opção. A maioria das pessoas nunca escolhe mudar o canal.

Ok, está parecendo meio auto-ajuda. Não era bem a intenção. Eu só queria compartilhar com vocês a felicidade da vitória (mesmo ainda não tendo chegado ao pódio).

Trilha Sonora pra Tudo

Todo mundo já pensou nisso. Tenho certeza que a maioria das pessoas até já ouviu aquela música em algum momento, ainda que não estivesse tocando.

Afinal, a vida tem trilha sonora. Ouvimos dentro da nossa cabeça, ou às vezes colocamos pra tocar, só porque gostamos de imaginar uma cena. Somos todos criativos a esse ponto. Alguns só não gostam de por a criatividade em prática (sinto falta do acento diferencial em ‘por’).

Os processos da criatividade estão profundamente ligados à música, mas creio que entendo muito mais disso na prática do que em teoria. Às vezes quando estou escrevendo, eu ponho aquela música que tem a cara de tal personagem, ou o estilo da música. E, quando troca o ritmo da cena, ambientação e núcleo de personagens, a música troca. É como se fosse uma novela, mas inteira dentro da minha cabeça.

O mais interessante é que não presto atenção na música que está tocando enquanto percorro as linhas de meus pensamentos. Só reparo – ‘acordo’ como que de um transe – quando começa a tocar uma música inadequada. Tenho playlists para cada tipo de cena. Maluquice? Não sou a única que faz isso, não. O Leandro Schulai (O Vale dos Anjos) me mostrou a imensa quantidade de músicas que tem no celular, e a pasta só para quando vai escrever. Outros autores também já comentaram comigo sobre esse assunto também.

E sabe o mais engraçado? Para tudo nós temos uma música. Quando estamos arrumando a casa tem a certa para nos dar o ânimo, ou quando paramos para só mexer no computador, ou conversar com amigos no messenger.

O pior é que as pessoas não percebem isso. Se está tocando uma música depressiva, imediatamente pensamos nas coisas ruins do dia. Às vezes nosso humor piora de uma hora para a outra. O inverso também acontece, claro. Não há depressão que resista a uma Lady Gaga tocando, ou um Michael Jackson.

Estou viajando? Não, não. A música mexe com o lado emocional do nosso cérebro. Suas vibrações ligam-se às nossas próprias. Ela é o mais perto da magia que o ser humano pode chegar.

E ainda tem gente que duvida.

Revista Fantástica

Acho que já falei muito dela. Vivo citando nos meus posts. Mas, pra quem não conhece do que se trata, pode parecer um conceito meio vago nadando no mundo da internet.

Bom, vamos lá. A Revista Fantástica é uma publicação digital bimestral, e trata dos mais diversos assuntos da literatura fantástica nacional. Pra quem não faz ideia do que é esse tipo de literatura, é basicamente toda a parte divertida: terror, fantasia e ficção científica (grande parte das editoras também inclui suspense e policial).

Como eu entrei nisso? Bom, estava lá Carolzinha numa bela tarde de quinta feira, procurando em seu twitter coisas que interessassem para entender como entrar no mercado literário. De repente, eis que surge um perfil de algo chamado Fantasticon. O que é isto? IV Simpósio Nacional de Literatura Fantástica. Ohhh! Descobri que a abertura do evento seria no dia seguinte. SORTE? Você acha?? (na verdade, Deus me ama)

E lá, no Fantasticon, além de conhecer alguns de meus melhores amigos DA VIDA, conheci o Leandro Schulai (O Vale dos Anjos) e o Luiz Ehlers (também conhecido como a voz de Deus – editor chefe e idealizador da Revista Fantástica).

Já falei algumas vezes sobre o quanto ter ido ao Fantasticon mudou a minha vida para melhor, mas o fato é que o Leandro me convidou pra ir ao lançamento do livro dele, duas semanas depois, na Livraria Cultura do Market Place (e nunca é um sacrifício ir a uma Cultura hehehe). Bem, e o Luiz estava lá de novo.

Aconteceu depois de alguns contatos, eles sabendo que além de tagarela sou publicitária e amo escrever e ler e o universo da literatura. Recebi um convite para assumir a área de relações públicas da Fantástica em redes sociais, mas agora peguei tudo: as redes, e-mail, e toda a área de marketing. Por quê? Porque assumi para mim a missão da Fantástica, que é levar o público leitor a conhecer a literatura fantástica nacional.

Quantas pessoas, fora dessa área, sabem que temos excelentes autores nacionais? Chega a ser assustador ouvir alguns falando, de tão bons. Só no Fantasticon conheci o Nelson Magrini, o J. Modesto e o Adriano Siqueira. Já conhecia o André Vianco de livros, e conheci pessoalmente (e já rasguei bastante seda pra ele aqui no blog). Temos autoras de histórias de vampiros romanceadas também, como Giulia Moon, Nazareth Fonseca e Helena Gomes. Sabiam disso?

Graças ao Eduardo Sphor e seu A Batalha do Apocalipse a literatura fantástica nacional acabou ganhando certa propaganda. Bem, alguns dizem que ele só vendeu tanto por causa do sobrenome incomum no Brasil (confudido com autor estrangeiro, talvez?), mas o fato é que chegou a passar as vendas da Meg Cabot e de Crepúsculo em alguns top vendas feitos por jornais.

O problema é que o povo brasileiro ainda tem uma espécie de preconceito idiota contra sua própria cultura. Temos tantos autores alta fantasia (Nárnia, Senhor dos Anéis) quanto a grandiosa Inglaterra, sempre perita nesse gênero.

Inúmeras vezes ouvimos gente dizer coisas como: “Afff, é filme brasileiro então é uma merda”, ou “se é autor brasileiro vai ter morte, tiro e menina de 13 anos grávida”. Cara, você é brasileiro. É VOCÊ o responsável pela má fama do Brasil a cada segundo. Cada vez que você fala com um gringo e se identifica como Carnaval-mulher-futebol-floresta você faz por merecer a cara feia – ou o deboche – dos gringos quando se fala em Brasil.

Quando saiu aquela tag patética no Twitter #seharrypotterfossebrasileiro eu senti ânsia de vômito pela mediocridade do povo. Todo mundo descendo o cacete, falando que a Hermione ia ter ficado grávida, que o Voldemort ia ser traficante no morro, que Hogwarts ia ser na favela, e afins. E eu falei que, #seharrypotterfossebrasileiro JAMAIS teria feito sucesso por causa da cabeça oca do povo daqui, um povo que se auto humilha diante dos outros.

É verdade que temos problemas sociais? Claro que é. Todos os países tem, e alguns mais graves que os nossos. Mas fazemos questão de exaltar o que é de fora em detrimento do que é nosso. Típica cabeça de colônia de escravos que fomos montados pra ser.

Não estou propondo aquele nacionalismo extremo que diz para não lermos nada de estrangeiro. Eu ADORO livros estrangeiros, sou fã de autores ingleses. O que eu penso, e entrei na Fantástica por causa dessa linha, é que temos que mostrar ao público leitor que o Brasil tem um valor imenso em qualquer área, inclusive na literatura.

Podem me ofender o quanto quiser. Se você desce o cacete no Brasil e não faz nada para mudar você merece a voz do Snape na sua consciência te dizendo que você é um cabeça-oca.

Um Pouquinho de Revolta

Sei que costumo falar de coisas bonitas e divertidas, e não importa meu grau de revolta não tenho o hábito de abordar temas mais pesados neste blog, mas ultimamente tenho ficado meio abismada com certas atitudes de gente que se diz ‘humana’.

Fora as reportagens sobre pessoas que agridem homossexuais na rua e as notícias de morte por briga em baladas, hoje recebi mais um e-mail daqueles iniciados pela ONG Avaaz, desta vez falando sobre ‘estupro corretivo’. Eu tive de abrir pra tentar descobrir que raios é isso.

Na África do Sul, andou crescendo uma prática de estuprar mulheres lésbicas, “para elas aprenderem a ser heterossexuais”. Ahn?!? Claro, uma mulher que já não gosta de homem vai gostar depois de sofrer agressão sexual. Realmente, faz todo sentido ¬¬ (can you feel the irony?)

Mas isso me faz parar pra pensar em mais coisas. O ser humano realmente se acha evoluído pra caramba, e continua com essa bobagem de pensar que é superior a outro por alguma razão? Estou escrevendo sobre isso no conto sobre a Soberba pra antologia VII Demônios, da Estronho. Não sei se vai entrar no livro, mas se não, eu posto aqui ;)

Eu lancei alguns comentários de revolta no Facebook quando ouvi da agressão a gays na Paulista. Eu não sou a favor de educação para a diversidade – como se referem para falar de tolerância a homossexuais – porque isso pressupõe que eles são diferentes dos heteros, e não são. Aliás, falar de tolerância já é ridículo. A gente não tem que tolerar nada. Cada um é o que é e não temos nada a ver com isso.

Nada me revolta mais que um povinho sem cérebro resolvendo punir uma pessoa por ter preferências diferentes das dela. Ok, de hoje em diante vou sair batendo em todos que gostam de amarelo, porque eu, a sumidade divina local, gosto mais de verde. Ora, faça-me o favor!

Este post é ridículo; eu sentir necessidade de escrever isso é patético. Mas parece que algumas pessoas não desenvolveram completamente a racionalidade de que os humanos de gabam tanto. Estupro corretivo? Que merda é essa? Não existe nada que justifique coerção sexual, absolutamente nada. Não imaginei que o homem pudesse descer tanto.

Preciso deixar minha opinião bem clara (aqui com base em estudis de psicólogos especializados, uma galera de Filosofia e por aí vai): um homem que agride um gay apenas por ele ser gay tem tendências homossexuais, e ainda não descobriu, ou tenta negar para si mesmo, porque você jamais se ofende com algo que não incomoda. Por exemplo, se alguém passa na rua e me chama de magrela, eu dou risada, porque não me incomoda ser magra. Assim como, quando gritam que a minha irmã é gorda, ela nem se abala, porque ela não fica incomodada de ser gostosona.

Se ver um homem (ou mulher) homossexual na rua causa tamanha revolta a um outro, a ponto de fazê-lo sentir-se no direito de agir com violência, é porque é gay e tem vergonha disso. Um gay declarado não se ofende se gritam que ele é gay. É mesmo, ué, qual o problema?

Tem gente que odeia ateus. Bom, eu seria ateia se visse gente violentando e matando em nome de um deus e de sua religião. Talvez eu odiasse esse deus criminoso em que as pessoas acreditam. Porque o conceito que eu tenho de Deus, em que sempre fui ensinada a acreditar, em casa e na catequese, é de um Ser de braços abertos que ama todos os seus filhos.

É doloroso ouvir alguém dizer que é maior e melhor porque acredita nessa ou naquela religião. Já vi ateus mais cristãos que aquelas pessoas ratas de igreja. Qual é o verdadeiro princípio do cristianismo? Amar ao próximo como a ti mesmo. Bom, eles não falam quem é o próximo, se é branco ou negro ou azul ou verde, se gosta de homem ou de mulher, se é homem ou mulher, se é desse ou daquele país.

Eu sei que as pessoas que me leem provavelmente pensam igual a mim, ou pelo menos parecido, porque meus amigos e colegas, a quem divulgo este blog, são pessoas esclarecidas e inteligentes. Mas com certeza todos conhecem aquela pessoa nojenta que se acha o máximo e humilha outras. Ria dela e tenha compaixão. Ela não tem uma cabeça muito boa.