Oficina de Ideias

Vamos lá. Vocês tiraram mini férias no feriado emendado? Eu também! Mas não parei de trabalhar,  não. Em breve vocês verão a primeira imagem promo do meu livro, uma pintura digital realista da minha personagem principal. Está ficando linda, mas ainda faltam os acabamentos.

Por isso preparei uma coisinha bem legal para hoje: uma brincadeira.

Nós não costumamos ter tempo para brincar, eu pelo menos não tenho. Na verdade, depois de terminar o primeiro livro e mandar pra registrar na Biblioteca Nacional, eu já engatei uma quinta e continuei o segundo, que já passou da metade o.O

Mas acho que a nossa mente não funciona muito bem pra ter ideias quando não brincamos, porque a imaginação não funciona bem com os automatismos da vida cotiadiana. Quero dizer, às vezes você vai até o trabalho ou a faculdade e não se lembra de nada do caminho, porque não parou pra reparar. Isso MATA a criatividade. Lembrar do que falei no último post (“Inspiração e Criatividade”)? Precisamos de material para a nossa mente trabalhar, portanto, proponho um exercício.

Parece simples, mas não é.

Quando estiver no ônibus, ou quando estiver dirigindo, ou na faculdade, na cantina, no restaurante, ou em qualquer outro lugar. Repare.

No que?

Em tudo!

Nas pessoas, no chão, no teto (ou no céu), na cor do sapato daquele cara que está em pé, no detalhe do brinco da moça do outro lado. Mas não fique encarando. Você pode reparar sem deixar as pessoas desconfortáveis.

Ué, e por que você faria isso?

Primeiro, porque põe o seu cérebro pra trabalhar. Se você viu uma mulher de meia-idade usando um sapato rosa com uma blusa regata e uma calça jeans apertadíssima, ou se viu um jovem de óculos e terno, você começa a pensar e a imaginar por que aquelas pessoas estavam vestidas daquele jeito, no que elas trabalham, ou aonde estavam indo.

Segundo, porque isso desenvolve o seu espírito de observação. Se você se torna uma pessoa observadora, vai dar respostas mais inteligentes às coisas. Por quê? Porque você vai ter mais informações e vai pular uma dezena de etapas desnecessárias no seu trabalho. Então, não é coisa de publicitário ou escritora maluca. Se você é advogado e tem um caso ferrado pra resolver, e observar bem o seu cliente, os depachos daquele juiz (que geralmente não leu a sua última petição), a história toda, o comportamento da escrevente em relação ao seu processo, você tem muito mais chances da musa inspiração resolver fazer uma visita. Mesmo você tendo que pautar toda a sua defesa em leis, soluções criativas se aplicam.

Ah, você é médico? Bom, não preciso nem dizer a importância da observação para um médico. Soluções criativas se aplicam? Bom, você já pegou um daqueles casos do dr. House, em que os sintomas nem sempre apontam pra direção óbvia (médicos odeiam House, eu sei).

Ta, em Humanas é muito mais fácil você precisar de soluções criativas, porque nada tem receita de bolo. MAS é o povo de Exatas que projetas aqueles prédios insanos de arquitetura fantástica. Ok, os arquitetos tiveram uma ideia mirabolante, mas imagina a criatividade dos engenheiros, tanto de construção civil, quanto da parte elétrica, quando da parte hidráulica?

Mas meu desafio não para por aí. Só observar pessoas é fácil. Tenta dar uma de Sherlock Holmes e descobrir tudo sobre aquela pessoa, apenas olhando para ela. Se você não acertar em nada, terá criado uma personagem (aplausos).

Não, não é o método que uso. Mas algumas pessoas acham que é muito difícil criar personagem, e alguns autores ruins dizem que é mesmo. Roberto Menna Barreto, o publicitário que citei no outro artigo, diz que o bom profissional é um facilitador, é aquele que faz as coisas parecerem simples, e os outros que vejam a dificuldade por si próprios (esta última parte é por minha conta).

Para meus amigos escritores, que por ventura estejam curiosos, eu simplesmente observo e guardo. Algumas características físicas e/ou psicológicas saltam na minha cabeça, já combinadas, formando a base de um personagem. O resto é esculpir os detalhes. A inspiração vive me visitando e às vezes em horários bem inconvenientes, tipo o meio da aula de Mídia #sad.

Não, não estou me gabando, isso não é nada demais, só fruto de vários exercícios. E falo isso porque é possível de acontecer com você, se você quiser.

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4 pensamentos sobre “Oficina de Ideias

  1. aham, de fato :3

    confesso que na maioria das vezes to tão cansada, ou lendo o texto do trabalho pra semana que vem, ou concentradamente procurando uma calçada boa pra fotografar (pra aula de Fotografia Digital, ok gente? não sou tão louca assim) que acabo me enquadrando na categoria dos que nem notam as coisas ao redor.
    mas me divirto muito quando o faço – geralmente sem querer, principalmente no busão e no metrô.
    as pessoas com roupas extravagantes de fato chamam atenção, e sem querer me pego encarando-as indiscretamente uahuaha acho que nisso tenho que melhorar xD
    mas tem tb aquelas pessoas bonitas, outros que lembram meus personagens (adooroo quando acontece isso! [hmm ok Carol não era seu namorado era? se sim, desculpa, mas tava estranho… e se vc que tá lendo é ele, tudo bem, eu respeito, o cabelo é seu, mas desculpe… tava estranho]
    mas nunca tinha pensado em começar a criar em cima dessas pessoas. interessante, bem interessante. adorei! [= isso será colocado em prática amanhã o//]

    … mas agora, pensando com meus botões… acho que eu já tinha feito isso algumas vezes, sem perceber… olha só…!

    e de fato, às vezes nós fazemos coisas que só percebemos quando alguém nos fala (direta ou indiretamente, tanto boas quanto ruins) -> e pessoas, falar sobre hábitos ruins pros seus conhecidos/amigos é algo bem saudável ok? (tanto seus quanto os do interlocutor da vez) faz bem pra relação, e pra vcs individualmente. faz a pessoa pensar, te faz pensar. autorreflexões são muito bem vindas, em qualquer etapa da vida. tudo bem que pra isso, ambas as partes devem confiar e se sentir minimamente a vontade com a outra, senão nem rola né pessoal. … bem, pode até rolar, mas definitivamente não dá no mesmo.

    e bem… ideias malucas em aulas nada a ver? pergunte pras minhas amigas, que me ouviram falar “num futuro próximo as pessoas vão digitar só com uma mão” do nada, no meio da aula de psicologia
    xDD
    *não sei pq elas me acham louca*

    e Carol, só vc mesmo pra me fazer sentir melhor e encontrar algo que eu realmente queria fazer. me expressar. muito obrigada, de verdade.
    (porque até pouco antes de ler seu post, eu tava com aquela sensação agoniante de “quero fazer algo. preciso fazer algo. mas nada o que penso se parece adequar com o que eu realmente preciso fazer” “mas então o que vc realmente precisa fazer, criatura??” “eu não seeei” e daí… plim! vamos ao blog da Ilustre o// e não é que era isso mesmo?? to me sentindo bem melhor agora!)

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