O Grande Problema do Brasil

Antes de qualquer outra coisa, gostaria de explicar algo que já me perguntaram. Não, eu não escrevo nenhum post para o blog aos fins de semana, mas não é porque não quero ou porque não tenho inspiração, e sim porque não dá tempo, já que os fins de semana eu uso para tudo aquilo que não consigo durante a semana, tipo namorar, escrever muito tempo seguido, ou mesmo passar horas jogando Runes no computador.

Dito isto, vamos ao podt de hoje. Ele é resultado do que penso há vários anos, com o tema das eleições fervendo, e algumas aulas de política brasileira desde que entrei no colégio até a faculdade. E do que se trata? É aquele velho questionamento: por que raios o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país está sempre entre os últimos e ganha só de países onde a miséria é extrema?

Porque, vejam, a saúde, apesar de nem tão boa, tem melhorado, o Brasil tem vários projetos públicos legais, andam investindo em moradia e esses assuntos (independentemente do governo, afinal, todos trabalham nessas áreas – é o mínimo).

Então, o IDH brasileiro está sempre essa merda por causa da educação. O índice de alfabetização do país até aumentou, mas isso não adianta nada, porque a maior parte dos casos é de analfabetos funcionais, ou seja, algo como uma criança de cinco anos, que consegue identificar os símbolos, juntar as letras e formar palavras, mas isso continua não fazendo sentido para ela.

Se você conhece alguma criança que não sabe identificar nem as letras com cinco ou seis anos, então você perceba a gravidade da situação desse país.

E não podemos tomar regiões Sul e Sudeste por referência – o Brasil tem 5 regiões, então não podemos esquecer que todas elas entram na composição do IDH.

A culpa é do governo?

Talvez.

Mas a culpa maior é nossa. Primeiro, é a gente que escolhe o governo (mas todos já sabem disso). Segundo, é muito fácil apontar o dedo pro governo e falar: ‘você é o culpado pelo fracasso da educação’ quando a maior parte dos pais está pouco se lixando para o que os filhos fazem na escola. Estamos vivendo as consequências se geração após geração de pais fracassados, que gostaram muito de fazer o filho, mas se esqueceram que era preciso educá-lo.

O resultado é a vergonha nacional das manchetes de alunos medíocres em salas de aula agredindo os professores, verbal ou fisicamente. E nenhum professor dá uma aula boa em condições ruins. Quero dizer, em condições humanas ruins. Alunos ruins ano após ano fazem professores ruins. Eu estudei na PUC um ano, e lá é horrível mesmo,  o prédio é velho e acabado, lembra bastante algumas escolas públicas em que já estudei, só que é maior e com uma biblioteca mais legal. E por que a PUC é demais? Bom, os alunos de lá são foda e os professores são coisa de outro mundo. Até pra dar aula ruim os caras são bons.

E eu estudei em escola pública. Achava o máximo um bando de cabeças ocas dizendo que os professores eram ruins enquanto cabulavam aula pra fumar ou ‘dar uns pegas’ com alguém. Aí, quando cheguei numa super escola particular daqui de SP (não vou fazer propaganda), com bolsa e tudo mais, ingressante do Ensino Médio, todo mundo achou que eu ia precisar de muita ajuda. É, muita ajuda. Tirei notas altíssimas logo no primeiro bimestre. Digo altíssimas mesmo. Quase máximas. Todas.

Eu sou um gênio? Não, apenas fui educada para dar valor aos profissionais, bons ou não, que estão lá na nossa frente tentando enfiar alguma coisa útil na nossa cabeça.

Algo que a maior parte dos pais não sabe fazer. E vai culpar o governo.

Não estamos eximindo governo de uma pequena parcela de culpa, mas é bem menor do que a parcela de culpa dos pais e de seus filhos. Quando você quer fazer uma coisa acontecer, você faz, e ela acontece, e nem tentem me dizer que isso é utopia.

Quando entro no metrô, ou no ônibus, automaticamente começo a contar a quantidade de pessoas lendo. São minoria no transporte público sim, mas são muitas, e isso me alegra. Porque a cabeça das pessoas funciona melhor quando ela lê, as ideias passam a fluir mais facilmente. E é isso que falta no país. Cabeças pensantes.

E ser uma cabeça pensante não é coisa ‘da zelite’, como diria o companheiro, apenas para não citar nomes. Ser cabeça pensamente é decidir não ser uma pobre vítima do sistema e fazer o mínimo, que é o que está ao seu alcance, para tornar este país um lugarzinho habitável. Coisas pequenas como ler, ensinar as crianças dentro do seu círculo de influência que ela deve respeitar um professor, mesmo que ele seja ruim, porque talvez ele dê uma aula melhor se vir que alguém se importa. Coisas pequenas que tem uma eficácia sem medida.

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