Divulgação da Imagem

Adoro falar de publicidade e de escrever e ainda assim conseguir mostrar que todos os conceitos que exponho aqui como sendo intedisciplinades. Hoje minha revolta está amenizada, então nada de discursos políticos violentos hehehe.

O tema de que vou falar hoje é tudo a ver com marketing e comunicação, mas é maravilhoso para meus colegas autores, ilustradores, advogados, engenheiros, doceiras, professores e quem mais quiser ter um trabalho e viver dele. Não necessariamente um profissional liberal, mas principalmente ele, que não tem sempre garantido o dinheiro do fim do mês.

Aquela história de marca pessoal e tudo mais que a gente tanto ouve falar mas nunca sabe ao certo o que é e como criar é, de fato, importante. Funciona assim: você faz as pessoas lembrarem de você.

Antes, entretanto, tenho que dizer que marca pessoal NÃO SE TRATA DE ESTEREÓTIPOS, muito pelo contrário, é o oposto disso. Um estereótipo de publicitário, por exemplo, é um cara doido, cheio de brincos e tatuagens, que vai dormir de madrugada e acorda meio-dia. Bom, não é assim. Primeiro que em publicidade não existe só a área de criação, e mesmo o povo da criação não é tão maluquinho quanto se imagina. Apenas a título de esclarecimento, além da criação a publicidade cuida de mídia, atendimento e planejamento de campanha. Publicitários gostam é de autenticidade, o que não necessariamente os faz uma aberração da natureza.

O estereótipo do advogado é o cara que fala de um jeito que ninguém entende, que só usa roupa social o tempo inteiro, e que gosta de enganar os outros. Isso é mentira. Advogados usam roupa social para trabalhar porque é o protocolo, e conheço muitos dos mais renomados que odeiam, que dizem que é a maior imbecilidade já inventada, porque terno e gravata servem para um ambiente europeu, para proteger do frio. Aqui ele derretem no verão. E nem todo advogado é picareta. Na verdade, acredito que bons advogados não enganam o cliente nem nada assim. Os sócios com quem trabalhei eram as pessoas mais legais do mundo e posso afirmar sem dúvida que é a eles que vou correr se um dia precisar de um advogado.

Dei esses dois exemplos de estereótipo porque são os dois com que estou mais familiarizada, mas há muitos mais. E falei disso porque marca pessoal é o oposto. Você não vai fazer as pessoas se lembrarem de você se agir exatamente de acordo com o estereótipo da sua profissão. Você, é claro, pode respeitar determinado comportamento, mas tendo autenticidade. Você não é um advogado, você é o Dr. Fulano, advogado de direito tributário, com cliente tal e tal e assim por diante. Você não é publicitário, você é o Ciclano, aquele cara que manda bem em ações promocionais e sabe tudo de mercado de cosméticos.

Então, como construir sua marca pessoal? Ao contrário do que se imagina, não é tão difícil nem tão caro. Você pode começar apenas cultivando bons relacionamentos, mostrando às pessoas quem você é e como você trabalha, porque a propaganda boca a boca ainda é a mais confiável, porque pessoas nunca superam imagens e parafernalhas digitais.

É ÓBVIO que você não vai começar a fazer contatos de interesse só com pessoas que você acha influentes, porque aí a sua  imagem vai virar a de uma pessoa falsa e desagradável. O que quis dizer é que não custa nada para você, como pessoa e profissional, manter os contatos que foram travados ao longo da sua jornada, porque cultivar pessoas é muito melhor que cultivar só coisas. Pessoas dão ideias, estressam, enchem a paciência, nos fazem chorar e dar risada, e tudo isso faz a nossa cabeça funcionar e se preparar para diversas situações. Como falei antes, são essas situações por que passamos que nos dão material para pensar e ter ideias.

E a marca pessoal está sim na forma como você se veste, como usa o cabelo, mas também na forma de olhar, de sorrir ou de criticar, no modo de se portar em público e com os amigos, no jeito como você bebe ou explica por que não fuma.

Mas hoje, em vez de deixar uma situação abstrata, vou dizer o que penso sobre uma boa marca pessoal. Se você é mulher e adora mostrar os peitos, provavelmente não será muito respeitada como profissional, e as pessoas vão pensar que só conseguiu alguma coisa na carreira pelo caminho do sexo, o que não necessariamente é verdade. Se você é homem e gosta de mexer com mulher na rua, saiba que você dá nojo (ao menos nas mulheres que sabem de seu próprio valor).

Roupa de dia e roupa de noite são duas coisas diferentes, para ocasiões diferentes, então não tente mudar isso para dar uma de estiloso (a). Isso causa efeito contrário. Para as mulheres, cabelo e cor de unha dizem muito da sua personalidade, então tente ver se eles condizem ao que você quer passar. Não vou criticar nada aqui, porque isso é realmente muito pessoal.

Agora, a parte subjetiva (e a mais divertida). O olhar é algo com que trabalho muito em meu livro, e algo que gosto muito de observar, porque ele diz muita coisa sobre uma pessoa.

Não costumo confiar em pessoas que olham de esguelha o tempo inteiro, ou que olham de baixo (sabe, quando a cabeça está meio para baixo e o olhar está para frente). Se a pessoa não tem coragem de encarar abertamente a outra, ela deve ter algo a esconder, e não precisa ser algo ruim.

Pessoas que olham diretamente e sem medo são pessoas que confiam em si mesmas e não temem o mundo, geralmente. Outra coisa é o sorriso. Se você vai sorrir, sorria de verdade, aquele sorriso que mexe com a cara inteira. Se você for daquele tipo de pessoas que tem um sorriso que não toca os olhos (já viram? É horrível, dá até mal estar) nem sorria, ou isso pode causar uma imagem muito negativa. Se você sabe dentro de você que é uma pessoa falsa, não tente ser simpático (a) que o efeito é pior.

Agora, para mim a parte mais importante de todas. A hora de falar. Eu mesma sou uma pessoa incapaz de calar a boca, adoro falar. Mas tomo cuidado para falar só de assuntos que sei. Quando começam a falar sobre algo que desconheço, ou eu pergunto ou eu me calo. NUNCA dê uma opinião num assunto que você não conhece bem, ainda mais se a conversa for sobre alguma coisa que os participantes tem profundo conhecimento. Podem não falar na hora, mas ou você será motivo de piada ou será o desagradável.

Já participei de várias conversas com gente tentando parecer entendida, e sofri ataques dolorosos de vergonha alheia. Dói ouvir besteira e ver os sorrisinhos tortos dos que sabem, os olhares de desdém, e o pior é que a maior parte desses que chamo de ‘pseudo intelectuais’ não percebem o tamanho do mico que estão pagando.

Às vezes, quando a pessoa está se achando o master de cultura e faz duras críticas a alguma coisa que ela não sabe, eu digo uma frase daquelas que é um chute no joelho, apenas para ver o que ela diz. Algumas pessoas entendem a mensagem, mas outras querem emendar a merda que falaram e só pioram a situação.

Então, na história da marca pessoal, a parte mais importante é a do seu comportamente. E essa de falar na hora errada é a mais definitiva.

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2 pensamentos sobre “Divulgação da Imagem

  1. Belas dicas. Acredito que, além de tudo que disse, o importante é ser verdadeiro. Nunca tentar criar uma imagem ou se tornar alguém que você não é. Você pode até obter sucesso por algum tempo, mas as máscaras sempre caem. É impossível interpretar um mesmo papel por muito tempo. Bjs.

    • Eu acredito em ser verdadeiro, mas acho que por isso falo muito do olhar. Ele revela tudo. Não fui muito explícita nisso, mas para mim a veracidade do seu comportamento é escancarado pelo olhar. Isso de cair as máscaras é verdadeiro. Ninguém consegue fingir ser uma pessoa que não é por muito tempo 😉 Bjokass

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