Resumo da Ópera I – Papo Fantástica ao Vivo

Eu ia colocar aqui uma enquete, mas ocorre que a minha enquete não quer ser incluída no meu post, então vou ter que escrever a longa resenha que eu vinha adiando. Ta bom, vai, deixa eu admitir: não vai ser nenhum sacrifício. Vou falar um assunto por post, porque pretendo ser bem detalhista. Eu havia prometido aos Fantásticos do Twitter que a conversa seria gravada, mas acabou não sendo, portanto vou fazer o segundo melhor: falar o mais perto possível de tudo q foi comentado lá. Acompanhem essa semana ^^

Primeiro, amei ter estado lá. Saí com meu namorado da casa dele quatro horas, mas a gente tinha decidido ir de trem, e não me perguntem por quê; cheguei dez pra seis em vez de cinco e quinze, como eu gostaria de ter chegado. Felizmente, cheguei a tempo. Muitos dos nossos expectadores chegaram atrasados por causa do trânsito ou do transporte público, que a chuva não ajudou.

Luiz Ehlers, idealizador e editor chefe da Revista Fantástica, foi a voz do oráculo hehehhe. Estava por Skype, direto do Rio Grande do Sul, então às vezes ouvíamos uma voz do além dando alguma opinião. Felipe Pierantoni (O Diário Rubro),  nosso diagramador, também estava por Skype, direto do Rio de Janeiro. Pra quem não entendeu as piadinhas do Leandro Schulai a respeito do Felipe estar falando da Argentina, é que dizem que ele se parece com um jogador argentino (não sei qual) hehehe.

Falando em Leandro Schulai, o autor de O Vale dos Anjos e membro ancião da Revista Fantástica, ele foi o âncora da noite, ante a ausência do Dhyan Shanasa (autor de O Livro de Tunes), que não pôde estar presente nem fisicamente nem por Skype. Mas ele mandou o primeiro vídeo propondo uma discussão, claro, sobre clássicos. É a cara do Dhyan falar de clássicos assim como é a cara do Greenpeace entrar com um barquinho na frente dos baleeiros japoneses.

Mas, antes de falar da discussão, ainda falta falar da Alba Milena, a fofa do Psychobooks (pra quem não conhece, ela chama a gente de fofo quando falamos com ela. É realmente uma fofa!), parceria de longa data com a Revista Fantástica e presença fixa em nosso podcast.

O convidado da noite foi o Erick Sama, editor chefe da Editora Draco, que em outubro agora completou 15 títulos em seu catálogo, só literatura fantástica nacional. APLAUSOS!

E, a última pessoa presente do palco de que vou falar: eu. Novíssima membra da Revista Fantástica, assumi a área de relações públicas e marketing do grupo, muito honrada de sair espalhando isso por aí, obrigada 😉 Consegui controlar meu instinto tagarela, acho.

Bom, o debate de clássicos foi como a gente espera que seja: reconhecemos a importância mas achamos que a obrigatoriedade de lê-los na escola acaba com o gosto da maior parte dos jovens pela leitura. Achei interessante o que o Erick Sama disse, que para quem quer escrever conhecer os clássicos é fundamental, e a justificativa dele para isso é justamente a construção de referências no campo da literatura e da linguística. Faz todo sentido do mundo, na minha opinião.

A Alba disse algo com que concordo também: é importante ler. Se é clássico ou não, ler é a verdadeira necessidade. Concordo com isso em se tratando do público leitor que não pretende escrever. Em relação a escritores, a opinião do Erick é minha eleita.

O Leandro acha os clássicos importantes, mas defende aquela posição que já ouvi o Luiz defender de que a obrigatoriedade em ler algo de tempos atrás numa época errada da vida pode fazer o jovem perder o gosto pela leitura. A isso acrescento que normalmente quando somos jovens não entendemos que cada obra tem um conceito de uma época e, mesmo tratando de temas universais, continua presa à época de alguma forma, seja pela linguagem, seja pela forma de ver a sociedade, entre outros.

De alguma forma é senso geral de que os clássicos são obras de referência em suas épocas, pela forma de linguagem desenvolvida e por alguma inovação de tema que tenham tido. Brincaram que talvez Harry Potter venha a ser um clássico para as próximas gerações (eu concordo plenamente, com seriedade nesse assunto, e poderia escrever uma tese defendendo a ideia, se outras pessoas mundo afora não o tivessem feito ainda). A julgar pelo que conheço do Dhyan, ele teria torcido o nariz a essa ideia.

O Erick contou coisas interessantes para contribuir com a discussão. Disse, por exemplo, que o Alexandre Dumas, considerado um clássico, publicava em sua época em folhetins para o povo, e era uma equipe que escrevia e ele assinava (como o Maurício de Souza). Ele disse isso para justificar que os livros não foram pensados como um clássico, apenas se tornaram por terem sido referência em algum momento.

Citou-se Stephanie Meyer,  e me dói um pouco o quanto consideram os livros dela nessas conversas. Eu achei a história legalzinha, mas definitivamente não é o tipo de livro em que penso duas vezes. Para mim é perda de tempo ficar discutindo se a série Crepúsculo tem ou não tem valor literário. Faz as menininhas lerem para depois evoluírem para outros tipos de livro, não tiro o mérito, mas quando as pobres crianças acham que só isso é livro e história a coisa fica patológica.

Depois disso, entramos no assunto “Nome do autor vende livro?”, sobre o qual falarei no post de amanhã.

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3 pensamentos sobre “Resumo da Ópera I – Papo Fantástica ao Vivo

  1. Carol, adorei o post sobre esse primeiro momento do Papo Ao vivo.
    Morro todas as vezes que lembro que estou tão longe de São Paulo que não posso aproveitar esses encontros T_T

    Gostei muito das suas observações e dos outros membros do Papo sobre os clássicos (realmente é a cara do Dhyan fazer um debate sobre isso – e olhe que eu nem conheço ele tanto assim!). Acho essa história da obrigatoriedade dos clássicos na escola muito ruim também porque eu, leitora assídua – e não é de hoje, não gostei de ser obrigada a ler clássicos, imagina quem não gosta de ler?! Um livro que até hoje eu lembro que li pra escola foi Senhora, do José de Alencar. Li e achei sem graça, só li porque tinha que apresentar um trabalho na época. (EW). Mas depois de uns… 3, 5 anos, talvez, li de novo e já aumentou no meu ‘ranking’. Já olhei com outros olhos. Atualmente, quando eu for ler de novo, tenho certeza que verei de forma totalmente diferente e, pelo o que eu lembro, sei que vou gostar muito mais, porque agora entendo um pouco mais tanto a história como o contexto em que ela foi escrita. Isso muda totalmente a perspectiva de leitura.

    Não sei se concordo com a questão de que escritor TEM QUE ler clássicos. Com certeza acho super importante, afinal um escritor precisa conhecer outros estilos de escrita pra se conhecer melhor e moldar o seu próprio estilo, mas aí pra uma obrigatoriedade de ler… não sei.

    E eu também acho que Harry Potter será um clássico posteriormente justamente por causa dessa questão de que um clássico é um livro que, em algum momento, se torna uma referência de sua época. Harry Potter com certeza é referência de seu tempo. TOTALLY.

    Eu gosto muito dos livros da Stephenie Meyer – não sou nenhuma fã, mas gosto – mas também não acho que ela se enquadraria em clássico. Talvez as pessoas lembrem-se dela como a escritora da saga que abriu várias portas pra novos leitores, mas não como algo que influenciou o mundo.

    Pronto, parei! Obrigada pelo resumo do Papo, Carol *_* Amei!
    Vou ler o próximo *.*~

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