Smartphone: Por quê?

Sei que não costumo falar de coisas tecnológicas, e não sou uma geek, embora o assunto me interesse. É que recentemente comprei um smartphone (de segunda mão, não tenho a menor vergonha de admitir, mas em excelente estado). E então entendi por que esses aparelhos viraram moda. Não é questão de status, como parece à primeira vista; é questão de utilidade.

Primeiro, porque além de ter um celular você tem um computador. Então, você pode acessar a internet (alguém duvida que eu tenho celular pré-pago?), pode fazer ligações, mandar mensagem, e ainda… ESCREVER! Rá, pirei. Se eu já era uma louca maníaca viciada que começaria a escrever do nada agora dei chances à minha insanidade. Escrevo em pé no ônibus ou no metrô, na hora do almoço e, se o trabalho está muito tedioso, escapo fingindo que vou ao banheiro para dar uma lida nas minhas últimas invencionices.

Antes eu não via o menor sentido em uma pessoa transformar o celular no melhor amigo, mas agora parece a única coisa que racional. O mundo come o nosso tempo (o mundo quer dizer o trânsito de SP), e agora, lutamos contra ele! Agora meu tempo é dividido. Quando dá vontade de ler no ônibus eu leio, quando dá vontade de escrever eu escrevo. Quando da vontade de xingar o cara que fechou o outro e causou acidente, só entrar no Twitter.

Algumas pessoas vem muitos pontos negativos nessa nova tendência de telecomunicações – na raiz da palavra mesmo, comunicação à distância. Mas se é verdade que o ser humano é um ser comunicativo por excelência então estamos no melhor momento para isso. Claro, vamos encarar o amado smartphone como um facilitador, não como um substituto da comunicação interpessoal, porque ter contato físico com as pessoas, estar presente na mesma sala, olhar nos olhos, isso ainda é mágico.

Mas, para mim, o smartphone representa a nossa reação à falta de tempo que consome os nossos dias. O tempo perdido agora pode ser totalmente aproveitado. Tem gente que enjoa de ler livros no ônibus, mas mexer no celular é tão fácil que nem dói ficar uma hora só fazendo isso, se você tiver criativadade.

E todos temos criatividade, o que é a maior delícia (já leram meu post nº 3, Inspiração e Criatividade?), então vamos colocá-la para trabalhar.

Ah, você não escreve? Mas você é advogado (sempre cito advogados porque tenho muitos amigos advogados adorados) ou jornalista. Você tem algo a escrever, algo em que pensar. E você pode organizar suas ideias, sua agenda.

E minha amiga me perguntou: mas você ão tem medo de andar com um troço dessespor aí? E se roubarem?

Bom, eu sempre argumento que existe essa possibilidade, por isso é bom tomar cuidado com onde você saca o celular. Por exemplo, trabalho perto do Anhangabaú. Claro que eu nunca tiro o celular da bolsa por lá, nem quanto ele toca. Mas sou contra vivermos como reféns quando somos nós, a classe trabalhadora, que estamos pagando as contas.

Além disso, se você ficar pensando na possibilidade de algo ruim acontecer você nunca mais sai de casa, e olha que mesmo em nosso lar corremos o risco. Vamos copiar um dos slogans de Harry Potter: nowhere is safe. Não é mesmo. Nunca foi, não é coisa dos dias de hoje.

Então, estou recomendando smartphone para todos, porque é muito bom poder fazer quase qualquer coisa em quase qualquer lugar. Odeio quases, mas este é apenas racional.

E estou tagarelando porque ultimamente tenho trabalhado demais, dormido e comido de menos, e sinto falta de postar todo dia no blog. Meu último post antes do anterior a este tinha sido uma semana antes! Inadmissível. Ainda bem que o número de visitas diárias no blog caiu, assim quem sabe eu tome vergonha na cara e arrume uns quinze minutinhos do meu dia para vir escrever algo interessante para vocês.

Ahh, e segunda-feira tem lançamento do livro A Última Dama do Fogo, do Marcelo Paschoalin. Acho que é o primeiro romance dele, mas não tenho certeza. Ele costuma escrever RPGs. Entrem no blog dele que o local e as dicas estão logo de cara na páginas inicial –> letraimpressa.com.

E nesta semana vou postar o convite para o 2º Papo Fantásticon ao Vivo na Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 17h, sábado dia 27/11. E, apenas para constar, eu adoro os números dessa fonte.

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5 pensamentos sobre “Smartphone: Por quê?

  1. Olá, Carol!

    Eu vim lá do O legado para ver seu site.
    Gostei do seu jeito de escrever, é muito divertido. hahahaha
    Eu não achei a sua história, depois você me mostrar onde encontra-la.

    T+

  2. Olá! Puxa vida, todos os dias são dias de descobertas na vida hehe. Eu uso (vou entregar a idade agora) tecnologia desde dos chamados PDA´s, usei Palm Top, iPaq, e sempre encontrei nesses aparelinhos um parceiro fiel para registrar tudo o que está dentro da minha cabeça. Hoje não tenho um iPhone por questões de custo, mas não contente, comprei um iPod Touch, que é igual mas não tem tem telefone, mas tem Wi-Fi, então posso acessar internet sem problemas com ele, e como as redes wireless estão cada vez mais disponíveis, não tenho muito problema em acessar o mundo com ele. Mas aprendi e concordo com você e acho importante frisar que a relação interpessoal é vital e é magica como você citou. Conheço pessoas de forma virtual, mas sempre peço para que nos encontremos pessoalmente o quanto antes, por que eu preciso ver, olhar nos olhos, ai sim é conhecer de verdade, pelo menos pra mim. Outra coisa, acho que foi a primeira vez que eu senti falta de algum post de um blog, o seu. Gosto de ler o que vc escreve e da maneira que escreve. Parabéns (de novo hehe). E pra fechar, a fonte dos números é bem legal mesmo hehehe. Bjs!!

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