Revista Fantástica

Acho que já falei muito dela. Vivo citando nos meus posts. Mas, pra quem não conhece do que se trata, pode parecer um conceito meio vago nadando no mundo da internet.

Bom, vamos lá. A Revista Fantástica é uma publicação digital bimestral, e trata dos mais diversos assuntos da literatura fantástica nacional. Pra quem não faz ideia do que é esse tipo de literatura, é basicamente toda a parte divertida: terror, fantasia e ficção científica (grande parte das editoras também inclui suspense e policial).

Como eu entrei nisso? Bom, estava lá Carolzinha numa bela tarde de quinta feira, procurando em seu twitter coisas que interessassem para entender como entrar no mercado literário. De repente, eis que surge um perfil de algo chamado Fantasticon. O que é isto? IV Simpósio Nacional de Literatura Fantástica. Ohhh! Descobri que a abertura do evento seria no dia seguinte. SORTE? Você acha?? (na verdade, Deus me ama)

E lá, no Fantasticon, além de conhecer alguns de meus melhores amigos DA VIDA, conheci o Leandro Schulai (O Vale dos Anjos) e o Luiz Ehlers (também conhecido como a voz de Deus – editor chefe e idealizador da Revista Fantástica).

Já falei algumas vezes sobre o quanto ter ido ao Fantasticon mudou a minha vida para melhor, mas o fato é que o Leandro me convidou pra ir ao lançamento do livro dele, duas semanas depois, na Livraria Cultura do Market Place (e nunca é um sacrifício ir a uma Cultura hehehe). Bem, e o Luiz estava lá de novo.

Aconteceu depois de alguns contatos, eles sabendo que além de tagarela sou publicitária e amo escrever e ler e o universo da literatura. Recebi um convite para assumir a área de relações públicas da Fantástica em redes sociais, mas agora peguei tudo: as redes, e-mail, e toda a área de marketing. Por quê? Porque assumi para mim a missão da Fantástica, que é levar o público leitor a conhecer a literatura fantástica nacional.

Quantas pessoas, fora dessa área, sabem que temos excelentes autores nacionais? Chega a ser assustador ouvir alguns falando, de tão bons. Só no Fantasticon conheci o Nelson Magrini, o J. Modesto e o Adriano Siqueira. Já conhecia o André Vianco de livros, e conheci pessoalmente (e já rasguei bastante seda pra ele aqui no blog). Temos autoras de histórias de vampiros romanceadas também, como Giulia Moon, Nazareth Fonseca e Helena Gomes. Sabiam disso?

Graças ao Eduardo Sphor e seu A Batalha do Apocalipse a literatura fantástica nacional acabou ganhando certa propaganda. Bem, alguns dizem que ele só vendeu tanto por causa do sobrenome incomum no Brasil (confudido com autor estrangeiro, talvez?), mas o fato é que chegou a passar as vendas da Meg Cabot e de Crepúsculo em alguns top vendas feitos por jornais.

O problema é que o povo brasileiro ainda tem uma espécie de preconceito idiota contra sua própria cultura. Temos tantos autores alta fantasia (Nárnia, Senhor dos Anéis) quanto a grandiosa Inglaterra, sempre perita nesse gênero.

Inúmeras vezes ouvimos gente dizer coisas como: “Afff, é filme brasileiro então é uma merda”, ou “se é autor brasileiro vai ter morte, tiro e menina de 13 anos grávida”. Cara, você é brasileiro. É VOCÊ o responsável pela má fama do Brasil a cada segundo. Cada vez que você fala com um gringo e se identifica como Carnaval-mulher-futebol-floresta você faz por merecer a cara feia – ou o deboche – dos gringos quando se fala em Brasil.

Quando saiu aquela tag patética no Twitter #seharrypotterfossebrasileiro eu senti ânsia de vômito pela mediocridade do povo. Todo mundo descendo o cacete, falando que a Hermione ia ter ficado grávida, que o Voldemort ia ser traficante no morro, que Hogwarts ia ser na favela, e afins. E eu falei que, #seharrypotterfossebrasileiro JAMAIS teria feito sucesso por causa da cabeça oca do povo daqui, um povo que se auto humilha diante dos outros.

É verdade que temos problemas sociais? Claro que é. Todos os países tem, e alguns mais graves que os nossos. Mas fazemos questão de exaltar o que é de fora em detrimento do que é nosso. Típica cabeça de colônia de escravos que fomos montados pra ser.

Não estou propondo aquele nacionalismo extremo que diz para não lermos nada de estrangeiro. Eu ADORO livros estrangeiros, sou fã de autores ingleses. O que eu penso, e entrei na Fantástica por causa dessa linha, é que temos que mostrar ao público leitor que o Brasil tem um valor imenso em qualquer área, inclusive na literatura.

Podem me ofender o quanto quiser. Se você desce o cacete no Brasil e não faz nada para mudar você merece a voz do Snape na sua consciência te dizendo que você é um cabeça-oca.

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4 pensamentos sobre “Revista Fantástica

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