Marketing Literário Digital

Agora é quase óbvio, porque, salvo ações de editoras grandes no metrô (ao menos de SP), o marketing literário brasileiro é quase totalmente digital.

Em parte por causa da pouca verba. As pessoas ficam sob a impressão de que, como a internet é um meio barato é só enfiar qualquer coisa lá e isso vai fazer a obra vender (não só livros, mas músicas e outras produções de conteúdo).

É bom perceber que as grandes campanhas digitais tem uma verba quase tão pesada quando para mídias offline. Campanhas como a da Vivo para o Dia dos Namorados, que gerou um buzz absurdo,  além de ter o apoio da televisão, foi patrocinada no Youtube.

Campanhas como a do Pottermore, nova experiência online da série de JK Rowling, teve um investimento pesadíssimo, tanto na formação do site (inclusive pela parceria com a Sony) quanto na divulgação.E, é claro, coisas assim geram mídia espontânea em veículos offline.

O que isso tudo significa? Que não é pra ficar infeliz se o seu booktrailer feito em moviemaker não atingir 4 milhões de visitas em dois dias.  O fato de existir a possibilidade de ter uma divulgação espontânea em teia na web não quer dizer que isso será uma probabilidade.

Mas então, com pouca ou nenhuma verba é impossível fazer uma campanha de marketing digital?

Eu não disse isso.

Falamos em investimentos mínimos. Todo mundo sabe que o Facebook tem possibilidades de divulgação, que o Twitter permite que várias pessoas cheguem a você e vice-versa, que o Youtube consegue criar fenômenos. Mas você há de convir que, se fosse tão fácil, todo mundo seria genial e fenômeno do enriquecimento rápido.

O que falta? Por que alguns conseguem e outros não?

Pioneirismo é uma coisa boa. Reciclar uma ideia, montar um formato novo, mesmo coisas simples podem gerar curiosidade e, dependendo do conteúdo, causar empatia com o público. Felipe Neto que o diga.

Existem vários outros fatores, mas prefiro me ater àquilo de que sei falar.

Sendo uma área muito nova o marketing em mídias sociais, não podemos falar em “profissionais especialistas”, que é meu discurso preferido. Já que é um acontecimento muito recente, a rigor estamos todos descobrindo as possibilidades das mídias sociais.

A diferença é que um profissional da Publicidade, Propaganda e Marketing já está acostumado a trabalhar essas mudanças e a buscar alternativas nos mais diversos meios. Basta muitas referências, cérebro treinado para associação de ideias e voilà: você tem um especialista em mídias sociais.

Por que estou falando delas?

Porque, para autores iniciantes que não tem muito dinheiro para investir em publicidade, ações em livraria e anúncios em sites, elas são mesmo a melhor opção.

Já escrevi no meu artigo sobre mídias sociais, e naquele sobre marketing literário, e pincelei em vários outros, que temos que tomar muito cuidado para não parecermos muito vendedores 100% do tempo. Ficar dizendo que está na promoção, que é muito bom, tantas pessoas leram e gostaram, causa tédio e, eventualmente, unfollows e desfazer curtir’s.

Tudo isso para dizer que pretendo postar pequenas dicas ao longo do tempo por aqui (e podem servir para músicos, produtores de filme e teatro, fotógrafos e demais produtores de conteúdo).

Uma dica interessante com que cruzei essa semana no trabalho é o “pay with a tweet”, um novo sistema em que a moeda de pagamento é o buzz. O vídeo e a divulgação estão em inglês, mas vale a pena dar uma olhada aqui, se você consegue entender.

Pra resumir, a ferramenta permite você vender conteúdo (use a criatividade: singles de álbuns originais, capítulos promocionais de livros…) pelo preço de um tweet. Qualquer pessoa tweeta, é fácil, nem parece um pagamento. Mas isso gera comentários na rede e permite fazer crescer o conhecimento do seu produto ou serviço.

Mas isso sozinho, será que é suficiente?

<retirei a parte de freelas em marketing, porque não ando tendo muito tempo para isso, mas costumo estar disponível para consultorias>

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2 pensamentos sobre “Marketing Literário Digital

  1. Carol,
    Fiquei muito contente quando coloquei no Google “Marketing literario” encontrei o seu blog na primeira pagina e com o conteudo bem parecido com quemeu ja imaginava sobre o assunto. Estou para assumir um cliente que acabou de lancar um livro e esta perdido quanto a divulgacao do livro. Espero estar preprado para o assunto.

    • Não é uma área muito desenvolvida no Brasil ainda, mas tem potencial. Os pioneiros vão sair na vantagem qnd virar moda trabalhar com isso. Tenho vários textos que conciliam publicidade vom livros, pq são minhas duas áreas de trabalho. É difícil, mas recompensador 🙂

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