Impressões (ou Resenha) de Territórios Invisíveis, de Nikelen Witter

Começo este post sob o signo do maior entusiasmo que pode haver: aquele por bons livros. Mas mais do que isso: aquele de quem encontrou uma joia preciosa que traz uma luz mágica para a vida.

O infanto-juvenil Territórios Invisíveis, da Nikelen Witter, é um daqueles tesouros que às vezes encontramos e fazem a nossa vida se acender em cores diferentes. TOP 5 livros da minha vida, sem sombra de dúvida.

Não tenho vontade de resenhá-lo; sinto-me indigna disso. Tive essa sorte poucas vezes na vida, e esta é uma delas. Não tenho domínio das palavras suficiente para transpor nelas uma faísca sequer do que sinto.

Bem, é um infanto-juvenil. É daqueles com crianças protagonistas que são dragadas para um mistério além de sua compreensão. É um livro de fantasia.

Só que ele tem aquele ingrediente especial que separa os livros legaizinhos dos ME-MO-RÁ-VEIS. Há algo ali, escondido entre as linhas, encharcando os parágrafos e infiltrando cada frestinha da nossa imaginação – algo que faz você ter certeza de que vai levar o livro com você para sempre, mesmo quando achar que não se lembra mais.

Eu não vou dizer o que é porque não sei. Mas também não diria, se soubesse. Os encantamentos mais bonitos tendem a se perder quando tentamos explicá-los.

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Informações oficiais, já que não dei nenhuma

Imagem Nem sempre os acontecimentos extraordinários irão manifestar-se para pessoas especiais. Por vezes, o que alguns chamam de Destino nada mais é do que uma coleção de acasos, selecionados pela sorte. Ou, pela falta dela. A vida dos gêmeos Ariadne e Hector nada tinha de excepcional. A não ser, talvez, pelo desaparecimento da mãe, a historiadora Marina, há quatro anos. Porém, para quem vive nas grandes cidades (por vezes, até mesmo nas pequenas), este é um pesadelo que se pode encontrar em qualquer jornal. Assim, às vésperas de completarem 13 anos, os dois irmãos dividem seu tempo entre fugir da dor da perda, implicar um com o outro, atormentar o pai e conviver com os três melhores amigos: Neco, Leo e Camila. Acontecimentos incomuns os rondam, se fazem próximos, embora ainda não perceptíveis. Então, quando o irmão mais novo de Leo é raptado, o extraordinário os arrebata. Os sequestradores do pequeno Mateus exigem a entrega de uma misteriosa caixa de segredos, não maior que um tijolo, entalhada com um sol com raios que vertem lágrimas – um sol que chora. A caixa foi construída de maneira a permanecer inacessível até que as peças que a formam, organizadas em quebra-cabeças, tenham seus segredos desvendados. Baixe um trecho aqui.

Edição: 1
Editora: Fantas
ISBN: 9788564590274
Ano: 2012
Páginas: 368

 

Consciência de uma Ótima Escolha (ou puxa-saquismo merecido)

Quando decidi que ia escrever um romance histórico com bruxas, eu pensei em convidar a Nikelen para ser minha consultora história, guiada pelos comentários muito sensatos que fez num conto meu. Comentários esses com conhecimento em História, mas, além disso, em estrutura narrativa, roteiro e coesão gramatical.

Fiquei muito feliz que ela tenha aceitado, e cada vez mais feliz depois que ela me ajudou com o projeto para o edital de Criação Literária da BN, pois não interferiu nem nas minhas ideias, nem nos meus argumentos, mas havia certo toque de onde escrever o que, algo do projeto que ela conhecia que eu não havia citado muito bem, e esses detalhezinhos que fazem a diferença.

Conversamos sobre minha pesquisa bibliográfica imensa poucas e esparsas vezes, e todas foram de uma riqueza imprescindível para meu trabalho. Temo, apenas, não estar à altura de consultora tão entusiasmada.

Mas depois de ler esse livro, eu fiquei em êxtase e receosa. Em êxtase, porque tenho uma consultora com habilidades extraordinárias para me guiar. Receosa, porque dá um frio na barriga ler algo tão bom e achar que nunca serei capaz de escrever algo tão incrível.

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3 pensamentos sobre “Impressões (ou Resenha) de Territórios Invisíveis, de Nikelen Witter

  1. Pingback: O que dizem os leitores de Territórios Invisíveis - Nikelen WitterNikelen Witter

  2. Carol… eu primeiro tenho de te agradecer, muito, por este comentário, estas impressões. Mas, confesso, agora sou eu a estar receosa na altura que colocaste o livro e a minha ajuda. Quanto ao livro, só tenho a agradecer, mais uma vez, quanto à ajuda, eu posso afirmar que não me disporia se não te achasse realmente talentosa. Um beijo grande, querida!

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