Entrada no Mestrado (Letras/Inglês – USP)

Ah, bom. Faz bastante tempo que não escrevo no blog, e espero de verdade que este post marque meu retorno às atualizações frequentes (espero que semanais). Eu vim escrever este post porque antes pensava que filosofar sobre a vida e meus percursos em um blog não teria interesse para ninguém, mas ao longo dos meses recebi várias mensagens de pessoas que haviam lido algum texto e se sentido inspiradas, movidas ou interessadas naquilo, porque tinham jornadas parecidas, ou queriam ter (atenção especial para meus relatos sobre ter largado Direito e ido fazer Publicidade enquanto me dedicava paralelamente a escrever).

Por isso queria vir contar minha experiência sobre entrar no mestrado em Letras na USP, no programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês. Fui aprovada e devo iniciar o mestrado em fevereiro de 2015, mas caminhei bastante antes disso.

Sim, gente, meu nome é Ana Carolina. Segredo revelado.

Sim, gente, meu nome é Ana Carolina. Segredo revelado.

A questão é que eu era muito boa aluna no ensino médio, onde fui treinada, literalmente, para passar em vestibular. Bem, os dramas em relação ao Direito eu já discuti antes, e não passei. Eu teria passado em Letras, se tivesse sido corajosa o bastante de prestar, mas em Direito não passei da 2ª fase. Resultado disso é que, para mim, a USP se tornou um lugar inacessível.

A vida corporativa enche um pouco a paciência, especialmente se você é parte dos milhares de pessoas que precisam atravessar a cidade todos os dias no percurso casa-trabalho. É desgastante, desanimador, e depois de um tempo pode ser que você sinta o que eu senti, que nem todas as promoções do mundo bastariam para me satisfazer, porque o que eu queria não estava ligado ao valor do salário.

Eu já andava traduzindo umas coisas, e fui convidada a começar a traduzir a série Mundo de Oz, para a Vermelho Marinho. Começar a tradução de O Maravilhoso Mágico de Oz foi a experiência mais incrível da minha vida, e fiquei me perguntando por que não tinha pensando em iniciar uma carreira nisso antes. Talvez tivesse achado que havia esgotado minha cota de ousadia ao largar Direito e ir fazer Publicidade (chuvas de pedras de várias direções me incomodaram bastante). A área de tradução costuma ser difícil de entrar, na verdade, e, ao mesmo tempo, às vezes me parece que entra muita gente que acha que basta saber inglês para traduzir, e as pessoas que sabem o que é necessário para fazer uma boa tradução sempre pensam que não sabem o bastante (aqui direciono comentários diretamente a um amigo em especial, tradutor de dublagem, que diz que precisa aprender muito mais para chegar a ser tradutor literário, como se fosse uma escala, e como se dublagem já não fosse difícil o suficiente). Bem, divagações à parte, apesar de outros trabalhos em tradução, considerei Oz o primeiro assim pra valer. E estou falando de Oz porque é o que vou pesquisar no mestrado.

Veja só, eu sempre gostei de associar todas as áreas da minha vida (é engraçado, apesar do curso não concluído de Direito e da graduação em Publicidade, que estou deixando de lado por ora, que poderiam configurar perda de tempo para outras pessoas, para mim foi um ganho, e uso muito essas duas áreas para meu proveito), e em Oz encontrei mil coisas passíveis de análise.

Eu já estava sentido muita falta de estudar àquela altura, tendo me formado um ano antes, e decidi fazer uma pós. Minha amiga Natália, a quem serei eternamente grata, disse: “Filha, pra que você vai fazer uma pós? Vai fazer mestrado na USP”. Ora, Nati-veterinária-estudiosa-acadêmica, formada lá mesmo, disse isso como se fosse a coisa mais fácil do universo, na maior simplicidade, e não havia nem meio tom de sarcasmo na voz dela. Era sério. E eu retruquei que não me sentia preparada e tudo o mais. Você vê, não passar na Fuvest quando metade do universo esperava que você passasse foi traumático. E eu nem queria fazer Direito (embora eu tenha gostado do curso, depois que entrei).

Insisti e insisti, e o Bruno, meu namorado, começou a me levar em colóquios da Literatura Portuguesa, onde hoje ele é doutorando e na época mestrando. Ele disse que, se eu queria voltar para as cadeiras da universidade, era melhor ir para a USP mesmo. Por que não a USP? Eu tinha um preconceito esnobe contra a USP, acho. Algo como “Não passei, não quero mais”. Hoje em dia eu me perdoo por não ter sido aprovada em uma prova que resume três anos do que você aprendeu no colégio em 90 questões e 5 horas.

Bem, ele me levava nesses colóquios e eu pensava: “eu não faço ideia nenhuma do que eles estão falando”. O estudo da literatura é bem diferente daquele a que nos acostumamos no ensino médio, com professores resumindo livros e nos apontando o que deveríamos ter visto e não vimos.

Mas eu tinha um interesse em Semiótica. Semiótica era difícil. Eu sempre tive uma facilidade esdrúxula de aprender qualquer coisa, e Semiótica era uma coisa que fazia meus cabelos ficarem em pé. Bem, na Literatura Portuguesa não tem Semiótica, mas tem em outros departamentos.

Assim, quando decidi que ia sair da empresa em que trabalhava (amo a empresa, mas não a rotina) para me dedicar somente ao trabalho com tradução, ficou claro em minha mente que também estava optando por tentar entrar no mestrado. Isso foi na metade de 2013. Eu já tinha traduzido muito em pé no ônibus a essa altura, e nos horários do almoço, e depois de chegar em casa, e até nos meus sonhos.

Ao mesmo tempo, havia me inscrito em uma pós-graduação em Comunicação e Semiótica na Anhembi-Morumbi. E o Bruno e meu amigo Renato (apresentado pelo Bruno) me incentivaram a escrever para um professor lá da Linguística, que ia ministrar a disciplina de Semiótica Poética, e pedir para ser aluna ouvinte. Vejam só, a Semiótica da área de comunicação é uma teoria diferente da de Letras. Mas eu estava querendo abraçar o mundo, então vá lá.

O professor respondeu que É CLARO que eu poderia frequentar a aula dele. Indicou quatro livros básicos para eu ler, pois eu havia pedido uma bibliografia para chegar sabendo o mínimo, e ofereceu ajuda para eu entender o que precisasse. Essa resposta me deixou muito animada. As aulas dele começariam numa terça; as da Anhembi numa segunda. Fui na aula inaugural da pós na Anhembi. Foi meio chatinha, o professor que a ministrou começou a falar um monte de coisas que deram a entender que o título de mestrado dele equivalia a ser o rei das verdades absolutas. O moço era jornalista, e seu mestrado era dentro da área de jornalismo, mas ele se aventurava a falar coisas da Publicidade que deixariam publicitários – que me deixaram – de cara feia. Ah, a Publicidade, essa vilã. Ah, a Publicidade, essa coisa nefasta com poderes absolutos sobre a mente da “massa” (ai, como eu odeio a soberba com que se fala essa palavra).

Ora, ora, ora. Odiei a aula, mas fazer o que? No dia seguinte, fui à aula do professor doutor na USP, e a primeira coisa que ele anuncia é a palestra de um professor americano, o maior especialista em um teórico, dizendo que ia transferir a aula da terça seguinte, porque queria que fôssemos à palestra e que aprenderíamos muito com ele. Primeira pessoa do plural, sim. Nós. Nós, eu-professor incluído. Ao longo da aula, aprendi toda a fundamentação teórica básica da Semiótica francesa, sempre sendo apresentada às atualizações da teoria, aos diferentes pensamentos etc etc. E foi assim que decidi cancelar a matrícula da pós na Anhembi.

Os alunos que faziam aula comigo eram muito receptivos. Eu tinha muita dificuldade de entender algumas coisas no começo, e às vezes entendia o conceito, mas me via incapaz de aplicar aquilo numa análise. Nunca, nunca me faltou alguém que me pegasse pela mão e fosse me explicar tudo. Veja só, eu não encontrei nas aulas de pós da USP ninguém que se achasse o supra sumo por ser mestre ou doutor, talvez porque, afinal, todos lá são ou estão em vias de ser.

Depois disso, entre greves e quase-greves, me matriculei como aluna especial em duas disciplinas no primeiro semestre de 2014. As duas ótimas, os professores ótimos, outro de Semiótica e um de Literatura Infantil e Juvenil. Eu já sabia que queria estudar Oz, só não tinha muita certeza do que dentro de Oz.

Meu amigo me apresentou à orientadora dele por indicação do meu namorado. Na Semiótica, os professores só aceitam francês como língua de proficiência no mestrado, e eu estou estudando francês ainda. Comecei esse ano. Longe da proficiência. A orientadora dele, hoje minha orientadora, é uma das professoras mais incríveis que a humanidade já viu, tenho certeza. Ela não podia me ajudar em nada relacionado ao projeto, porque seria banca avaliadora do processo seletivo de mestrado, mas eu quis conhecê-la, porque queria saber se o tema da minha pesquisa interessava à pesquisa dela. Fui até ela ela por causa da proficiência em inglês, na área de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês, mas, depois de conhecê-la, senti que era bom eu não falar francês. De outra forma eu poderia não tê-la conhecido, e ela é perfeita para a minha pesquisa. Além do mais, o meu corpus (ou seja, o que eu vou estudar) é em inglês, então estar no inglês com a minha orientadora é o melhor de todos os universos possíveis. Além do mais, aquilo que decidi estudar em Oz tinha a ver com a pesquisa dela (que é, bem resumidamente, a construção da identidade por meio do discurso). Eu vou estudar a representação do feminino nos livros de Oz.

Gente, o processo seletivo do mestrado não é fácil (consiste em prova de proficiência em inglês, no caso do meu programa, prova de conteúdo da área – de língua, no caso da minha orientadora, que é da cadeira de língua, e Semiótica é uma teoria afiliada à Linguística – e avaliação do projeto proposto e entrevista com banca). Não é fácil, mas não é impossível. Claro, quando decidi que ia entrar no mestrado, mergulhei nisso de cabeça, e estudei, comecei a participar do grupo de estudos da área, entrei em comissões organizadoras de congressos, comecei a participar de eventos acadêmicos em que aceitavam comunicadores sem vínculo institucional (poucos. É mais fácil se apresentar num congresso se você for graduando com iniciação científica do que se for graduado e não vinculado a uma universidade). Estudei que nem uma louca para a prova. Estudei que nem uma louca ao quadrado para escrever o projeto, e as monografias das disciplinas que estava cursando como aluna especial.

Mas nenhum esforço é em vão, e eu passei, e estou bem feliz, e queria contar para quem quiser ler. A nossa mídia tem uma mania de perseguir a USP. Pode ser que lá existam problemas, mas eu gostaria de oferecer uma outra visão. Em nenhum outro lugar fui tão bem acolhida por colegas e professores.

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Lançamento de Ozma de Oz

Aqui vamos nós de novo! Bem, serão 14 livros da série Mundo de Oz, então vou divulgar sempre que chegar o lançamento de um novo volume.

Ozma de Oz é o terceiro livro da série. Nele, Dorothy retorna ao mundo mágico, mas, desta vez, ela vai parar em Ev, uma terra vizinha, com uma galinha amarela mais esperta do que qualquer bicho que você poderia esperar, e conhece mais criaturas bizarras.

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Também voltam alguns dos personagens que a gente já ama de paixão, como o Espantalho, o Homem de Lata, a própria Dorothy…

Bem, essa aventura tem uma pequena diferença das duas anteriores porque a narrativa não é episódica, ou seja, não são pequenas aventuras que vão se resolvendo no caminho enquanto a jornada principal está sendo feita. Neste livro, a jornada principal é mais expressiva do que os pequenos percalços por que passam nossos amigos (para usar os termos com que o autor às vezes se refere aos personagens).

Esse livro também tem uma pequena nota de tradução minha no final, explicando alguns dos meus critérios para escolher como alguns termos específicos seriam traduzidos. Além disso, vem com um posfácio da Maria Zilda da Cunha, professora doutora da USP, que leciona Literatura Infantil e Juvenil.

E mais, é CLARO, os desenhos maravilhosos da Dandi! Curtam a página dela se quiserem ver coisas bonitas sempre.

O lançamento será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (em SP, na Paulista, ao lado da estação Consolação do Metrô), das 11h às 13h30, com contação de histórias para as crianças e depois sessão de autógrafos comigo e com a Dandi.

O evento no Facebook está aqui, para quem quiser divulgar e marcar que vai comparecer.

Fica abaixo o convite ❤

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O Mundo de Oz e a Minha Tradução

Faz tempo que não posto por aqui, mas é que há milhares de coisas em vias de acontecer (ou seja, não aconteceram ainda).

Bem, a minha super novidade mais recente de todas é que duas traduções minhas serão lançadas simultaneamente no dia 12 de abril próximo, sábado, na Primavera dos Livros de São Paulo. Trata-se dos dois primeiros livros de uma série de catorze: O Maravilhoso Mágico de Oz e A Maravilhosa Terra de Oz, de L. Frank Baum, para a Editora Vermelho Marinho.

 

Capa de O Maravilhoso Mágico de Oz, de autoria da Dandi, para a Vermelho Marinho

Capa de O Maravilhoso Mágico de Oz, de autoria da Dandi, para a Vermelho Marinho

Bem, O Mágico de Oz dispensa apresentações, não é? É o grande clássico mundial, lançado na virada do século XX, com alguns detalhes inovadores, propondo-se a ser um conto de fadas moderno. A edição da Vermelho conta com ilustrações da talentosíssima Dandi (que fez a capa) e posfácio de Bruno Anselmi Matangrano (um gênio. Sério.) Além disso, escrevi uma notinha de tradução curta para falar de algumas opções de tradução. A diagramação está IN-CRÍ-VEL (feita pelo Marcelo Amado, da Página 42), e tem uma brincadeirinha nas margens com um balão e um ratinho. Você vai precisar ver para entender. Mantivemos a introdução original do autor.

 

Uma das ilustrações internas de O Maravilhoso Mágico de Oz (pela Dandi)

Uma das ilustrações internas de O Maravilhoso Mágico de Oz (pela Dandi)

 

 

O que boa parte das pessoas não sabe é que o autor, L. Frank Baum, fez tanto sucesso (especialmente após a adaptação teatral), que recebeu milhares e milhares de cartinhas de crianças pedindo mais aventuras. Bem, ele escreveu A Maravilhosa Terra de Oz (o segundo volume da série. Como continuou recebendo mais cartinhas pedindo mais, escreveu outros doze livros depois).

Mas por enquanto vou falar do livro 2, A Terra de Oz, que também será lançado dia 12. É uma aventura que traz de volta o Espantalho e o Homem de Lata, dois grandes favoritos da criançada na época (e bem depois, né?), a feiticeira Glinda, e mais alguns personagens novos: Tip, um menino que mora com a terrível bruxa Mombi, a general Jinjur (que comanda um exército de mulheres), o Zógol Besouro, Jack Cabeça de Abóbora e o Gumpo. Temo que a minha nota de tradução neste volume esteja um pouquinho maior. O Zógol Besouro é um personagem que gosta de fazer trocadilhos. E a escolha dos nomes de algumas personagens precisava ser explicada aos leitores mais curiosos. A edição conta ainda com um posfácio da Ana Lúcia Merege, escritora e bibliotecária da Biblioteca Nacional, e pesquisadora de contos de fadas. E, é claro, mais ilustrações incríveis da Dandi, que também fez a capa. O Marcelo Amado também fez uma brincadeirinha nas margens do livro, com a cabeça de abóbora do Jack. Pobre Jack!

Aliás, olha a capa:

 

Capa de A Maravilhosa Terra de Oz, feita pela Dandi

Capa de A Maravilhosa Terra de Oz, feita pela Dandi

 

O terceiro livro da série mágica de Baum, Ozma de Oz, já está a caminho, e esperamos lançá-lo já no meio deste ano (temos até capa, mas não vou revelar porque estou me sentindo maligna).

E não vou revelar também que a capa de Ozma de Oz está lindíssima, um pouco sombria e traz dois personagens conhecidos na ilustração principal.

O lançamento em São Paulo está marcado, e aí embaixo segue o convite:

Convite do lançamento de O Maravilhoso Mágico de Oz e a Maravilhosa Terra de Oz em São Paulo, na Primavera dos Livros

Se você estiver em São Paulo, amar literatura infantil e estiver curiosx, entre no evento do Facebook e confirme a sua presença 😀

Teremos alguns exemplares à venda na Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre. É só procurar lá a Ana Cristina Rodrigues, editora do selo Llyr (selo de literatura fantástica da Vermelho Marinho), ou o Marcelo Amado, que estará também com outros títulos da Livraria Estronho.

O lançamento duplo dos dois primeiros volumes da série Mundo de Oz marca também o lançamento da Coleção O Melhor de Cada Tempo, coleção de clássicos da Vermelho, cujos diretores são Bruno Anselmi Matangrano e a Profª Dra. Annie Gisele Fernandes, da USP.

Não vou dar spoilers sobre os títulos que vêm por aí, mas não são nada óbvios e você vai adorar se surpreender, eu aposto.

Bem, para terminar, queria convidar você a colocar os dois volumes na sua estante do Skoob:

O Maravilhoso Mágico de Oz

A Maravilhosa Terra de Oz

Ah, e se você não vai poder ir nem à Primavera dos Livros nem à Odisseia, a Livraria da Travessa está com pré-venda dos dois títulos.

O Maravilhoso Mágico de Oz

A Maravilhosa Terra de Oz

Lançamento de Caçadores de Bruxas

Hoje tenho o prazer de anunciar, com a ótima antecedência de um mês, o lançamento da coletânea “Caçadores de Bruxas”, da Editora Buriti, de que participo com o conto “A Última Feiticeira de Florença”.

Onde?

Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509 (do ladinho da Estação Brigadeiro, linha verde do metrô.

Quando?

Dia 29 de junho, das 15h30 às 18h30.

Por quê?

A temática desse livro é uma que pesquisei mais de um ano antes de começar a escrever uma linha que fosse a respeito. Cada letra foi muito pensada e tem uma finalidade, então é algo que gostaria muito de compartilhar com quem eu gosto.

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Não precisa comprar o livro, ta? Eu sei que dia 29 pode ser um dia difícil no mês para bastante gente, financeiramente falando. Faço muito mais questão da presença dos amigos neste momento, do que qualquer outra coisa. Claro que vou adorar dar autógrafos, depois de ficar horas e horas treinando a assinatura do autógrafo \o/

Para os cibernéticos de plantão, o e-book está na Amazon por R$ 9,90 (mas preciso avisar: já recebi alguns feedbacks de que a conversão estava meio ruim…)

Enfim, espero você lá 😀

Caçadores de Bruxas à Venda na Amazon Brasil

Eu fiquei tão feliz que o livro esteja à venda no formato e-book na Amazon Brasil! Só por R$ 1,99 o livro INTEIRO!! 😮

É uma honra para mim ter saído numa coletânea junto com pessoas tão incríveis quanto os autores dos outros contos.

No meu conto, narro sob o ponto de vista do inquisidor e sua confusão mental ao enfrentar uma bruxa que o deixa em dúvida o tempo inteiro.

Tenho alguns impressos comigo, para quem prefere. O valor dele é R$ 36,90, se alguém estiver interessado.

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Hoje recebi um feedback de uma pessoa, que, para mim, foi super relevante. Primeiro, porque é uma autora que eu respeito, embora não conheça muito de sua obra, e, principalmente, porque a conheço pouco, e nosso maior contato é comentando uma postagens da outra, então ela não tinha a menor obrigação de me agradar. Quando uma pessoa assim diz que gostou, e explicou todos os motivos, é claro que fiquei super emocionada.

A pesquisa que fiz (e ainda estou fazendo) para escrever o romance, não se revela acho que nem em parte no conto, mas fiquei mais de um ano apenas lendo e anotando detalhes sobre bruxaria/ Inquisição/ mulheres naquela época/ sociedade etc, para conseguir me sentir confiante de começar a escrever. Este conto se passa no universo de Feiticeira da Terra, algum anos antes do romance, que ainda estou escrevendo.

Para quem não tem KIndle e se interessou no preço do e-book (que é mesmo a coisa mais maravilhosa do mundo), é possível baixar o aplicativo para pc/mac no próprio site da Amazon, e tem disponível na Apple Store e na Google Play.

Revista Machado de Assis abre inscrições para Literatura e Ensaio

Escritores, vale conferir ❤

blogdabn

Quarto número aceitará traduções de trechos de obras não ficcionais, além de ficção, para divulgação no exterior

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A Fundação Biblioteca Nacional (vinculada do Ministério da Cultura), que edita a Revista Machado de Assis – Literatura Brasileira em Tradução, em coedição com o Itaú Cultural, e parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e o Itamaraty, anuncia nesta segunda-feira que estão abertas até 20 de maio de 2013 inscrições para o quarto número da publicação. Além de primeiros capítulos ou trechos de obras literárias de ficção e de criação poética, a nova convocatória está aberta para trechos de obras não ficcionais. Todos os trechos devem ser de obras brasileiras já lançadas no Brasil.

O quarto número aceitará a inscrição de trechos de obras de literatura e humanidades, especialmente dos seguintes gêneros: romance, conto, poesia, crônica, livro-reportagem, ensaio literário, ensaio de ciências sociais e ensaio histórico.

Os textos devem…

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10 KPI’s mais importantes do Facebook

Pra quem trabalha com mídias sociais ou faz uso delas para se promover, uma ótima dica ficar de olho nos indicadores ;D

CAPPRA DATA SCIENCE [C4PPR4]

Na última semana aconteceu um encontro dem Berlin chamado de Community Camp que discutiu os KPI’s (key performance indicators) mais relevantes para as marcas com presença nessa rede social. Líderes da área de Analytics e Social de grandes agências globais reuniram-se e construíram uma lista lista com os 10 principais KPI’s mensurados hoje, são eles:

TOP 10 KPI’s

1. Number of fans (Número de fãs)
Mesmo entendendo o número de fãs fakes ou ainda comprados, as marcas continuam considerando esse o indicador número 1 de performance no Facebook. Na teoria o fato de construir uma base de audiência proprietária é um grande diferencial, podendo atingir um grande número de pessoas simultâneas com apenas um envio de mensagens, o problema é que a busca pelo maior número de fãs possível gerou um grande número, mas na maioria das vezes Falso.
2. Growth (Crescimento)
A capacidade de aumentar o número de fãs…

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Pedido aos Nossos Pais

Um texto que escrevi por pura inspiração (depois de ver umas discussões no meu feed) outro dia no Facebook, e achei que valia salvar no blog:

Pais, deixa eu pedir uma coisa pra vocês (pelo bem dos seus filhos?): não ‘queiram’ que seus filhos sejam engenheiros ou advogados, ou qualquer profissão que vocês achem legal, não ‘queiram’ que eles sejam gays ou héteros (isso está fora do seu alcance), não ‘queiram’ que eles sejam nada além de honestos e saudáveis, e que retribuam o amor que vocês dão para eles na mesma medida. Como filha eu posso testemunhar o quanto arruína a nossa vida ser diferente do que nossos amados pais querem (no meu caso, larguei Direito) e, se tentamos ser algo diferentes do que somos para agradar vocês, isso nos destrói. E vocês não tem esse direito. Nem todos conseguem dizer ‘não’ e continuar vivendo bem. Os filhos não são suas propriedades, estão sob sua custódia. Eles são pessoas externas a vocês, e, portanto, diferentes, mesmo que tenham vindo de vocês. Não são sua ‘parte’, porque são vidas independentes. Vocês tem a obrigação de ensinar o que é certo e o que é errado, e a enxergar as nuances. Ensinar a andar, e soltar a mão quando for a hora. Porque um dia, fatalmente, vocês vão morrer e, se tudo correr bem, antes de seus filhos.

Gente, é uma coisa superfácil de fazer, e muito, mas muito útil.

blogdabn


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O Escritório de Direitos Autorais (EDA) é a unidade da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) responsável pela execução da política pública de registro e preservação da obra intelectual. Assim, o EDA registra obras intelectuais e averba alterações de registros e presta serviços relativos à função de registro. Compete ao autor a divulgação ou o envio às Editoras.

Por favor, consulte o endereço eletrônico do Escritório de Direitos Autorais – EDA: www.bn.br/eda
Nele estão todas as informações e instruções sobre como proceder para encaminhar o pedido de registro de obras intelectuais.

Neste endereço eletrônico há um link <Registro ou Averbação> onde encontrará as informações que vão auxiliar no procedimento do Registro de Obras Intelectuais. Também encontrará o link sobre como gerar GRU e o link Serviços com a tabela de preços em vigor. Consulte-a para realizar o pagamento.

Não deixe de ler todos os informativos que estão relacionados ao Direito Autoral…

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Coletânea Livros – Editora Estronho

Saiu o ultra aguardado resultado da seleção da coletânea Livros, da Editora Estronho, e, felicidade das felicidades, estou nela!!! Eu mandei o texto muito ante do prazo de encerramento, o que só contribui para elevar minha ansiedade à milionésima potência, especialmente quando consideramos que a Estronho tem tradição em antologias abertas de qualidade.

Ou seja, estou em êxtase, como já mencionei no Facebook (com um ponto final, pois não havia espaço suficiente para todas as exclamações que eu queria por).

Livros coletânea da Editora Estronho

Capa provisória, retirada do site da Estronho.

Meu conto, Todo Poder Emana… de Onde? traz um título que faz referência ao artigo 1º, Parágrafo Único, da Constituição Federal Brasileira de 1988, a Cidadã, que atesta: “Todo poder emana do povo (…)”. O conto gira em torno da proposta tendo como protagonistas duas crianças leitoras, a jovem tia cega – e leitora – delas, e um representação da Administração, que proíbe os livros.

Estou com vontade de sair pulando e gritando pelo escritório de novo, mas acho que isso não seria muito profissional.