Fim de Semana Literário

A Llyr Editorial promove, no domingo, dia 16/12, um evento na Biblioteca Viriato Corrêa (Av. Sena Madureira,  298 (do ladinho do Metrô Vila Mariana).

O evento, que acontece das 15h às 19h30, terá um bate-papo com a presença do autor Dennis Vinícius, de A Grande Criação de Nicolas (super recomendo para crianças a partir dos dez anos), Bruno Anselmi Matangrano (organizador de projetos secretos dos quais não posso falar), e a ilustríssima Ana Cristina Rodrigues, que é editora do selo Llyr, da Editora Vermelho Marinho.

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Capa de “A Grande Criação de Nicolas

Os livros do catálogo da Llyr estarão com 50% de desconto (ótima oportunidade para conseguir seus presentes de Natal), então acho que vale a pena dar uma passada, né?

E ouvi dizer que haverá uma parada oficial no Pastel 😀

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Boas Novas Literárias (ao menos para mi

Faz quase três meses que não escrevo aqui no blog, e continuo com visualizações constantes numa média diária bem satisfatória para quem andou não escrevendo nada para cá.

Quero por as coisas em ordem.

Este semestre terminei a faculdade, entreguei TCC, fui aprovada com muitos elogios da banca e meus orientadores. Finalmente, depois dos anos de estudo, publicitária formada, e não apenas de fato.

Ou seja, nada de mais ausências da Revista FANTÁSTICA, como alguns de meus leitores devem ter notado no site deles. Eu realmente me afastei para não me comprometer com um trabalho sério que eu não poderia levar adiante junto com o TCC.

O artigo que vai marcar minha volta para a FANTÁSTICA será para a cobertura da FLIP 2012 (para quem não sabe, é a Festa Literária Internacional de Parati), que ocorre de 4 a 8 de julho.

Ontem, dia 16 de julho, foi o primeiro evento da Tarja Editorial comigo à frente da coordenação de Marketing e Comunicação deles, e foi muito gratificante. Propusemos um formato diferente de mesa redonda, na Casa das Rosas, das 15h às 17h: lemos trechos de alguns contos dos dois primeiros volumes, Vermelho e Laranja, em formato de leitura dramática, com atores diferentes para cada personagem lido, incluindo narrador. Então, a partir da leitura, era proposto para a mesa um tema para o debate, em que o público podia tomar participação e comentar, perguntar etc. Experiência maravilhosa, e esperamos colocar as fotos, vídeos e resenhas do evento no Facebook da Tarja o mais tardar amanhã.

Depois tivemos ainda a noite de autógrafos do Paradigmas Definitivos. Só quem já foi num evento para saber qual a graça de ir até o Pier 1327 conversar com a tchurma noite adentro.

Capa Paradigmas Definitivos

Capa Paradigmas Definitivos

Sábado, dia 23/06, das 17h30 às 19h30 haverá o lançamento oficial da Fantástica Literatura Queer – Volume Amarelo na Biblioteca Viriato Corrêa, no Sarau Literário Queer. Lá teremos mais discussão, leituras dramáticas, uma encenação de um dos contos (segredo qual é) e até música, com o autor César Marques. Ele vai cantar composições próprias e alguns clássicos (ouvi dizer que “I Want to Break Free”, do Queen, estaria na set list, mas isso pode ser só eu dando uma de linguaruda).

O Inevitável Apocalíptico Vírus Zumbi, composição original nerd de César Sinício Marques

Bom, posso dizer que estou adiantando um evento de lançamento para o livro da Alliah que sairá pela Tarja Editorial, O Mentafetaedro.  A menina é doida, e merece um lançamento à altura. Só o que posso dizer a respeito disso por enquanto.

Outra coisa: sei dos futuros lançamentos da Tarja, e estou tão encantada por eles que periga esquecer de dormir pensando no que fazer com eles.

Chega de Tarja (mesmo minha vida orbitando em torno da editora até então, e este fato me fazendo muito feliz). Dias 23 e 30 o grupo de teatro Berotechnics, da Cultura Inglesa Guarulhos, do qual faço parte, irá apresentar uma versão adaptada do musical Wicked no Cultura Inglesa Drama Festival, e eu gostaria de convidar quem estiver interessado para assistir.

Poster Musical Wicked Original

Poster Original do Musical “Wicked”

Além disso, pelo grupo de teatro Fora de Foco, do qual também faço parte, apresentaremos Orgulho e Preconceito no teatro Adamastor, em Guarulhos. É a mesma montagem que ficou em cartaz no teatro Cultura Inglesa Pinheiros, com casa cheia em todos os fins de semana de apresentação, que ocorreram durante o mês de julho de 2011. Ainda não temos data, mas assim que tiver divulgaremos. Só sei que será em julho. Eu interpreto a Mary Bennet e a Sra. Gardener.

Irmãs Bennet do elenco original

Irmãs Bennet do elenco original

E, finalmente, tenho um livro escrito, re-re-revisado, muito bem betado, e prontinho para submissões diversas. Enquanto isso, sigo com a pesquisa sobre Inquisição para meu próximo romance.

Ah, e tenho trabalhado num conto para a coletânea Livros, da Editora Estronho, que está com uma proposta incrível. Aqui está a chamada de submissões, para quem se interessar. O prazo é 1º de dezembro, então dá tempo, viu, galera. Eu sou um lixo de contista, e tenho que trabalhar muito para submeter uma história legal e bem escrita.

Eu me gosto mais como romancista, e muito se engana quem acha que é mais fácil escrever conto. Doce ilusão. Só porque tem gente que é melhor contista que romancista não significa que seja mais fácil.

Eu até tenho mais novidades, mas ainda está cedo. Eu logo logo vou contando coisas, conforme puder. Por ora, deixa eu voltar para “Damas do Século XII”, de Georges Duby, que a minha linda consultora histórica do projeto-Inquisição, Nikelen Witter, indicou como bibliografia.

Entrevistas no Fantasticon 2011

Para quem não sabe, eu faço parte da equipe da Revista FANTÁSTICA, meu xodozinho, e realizei entrevistas com diversos autores que estavam por lá mas que não tinham participação em nenhuma das palestras.

Infelizmente não consegui entrevistar todos os autores, nem todos os editores presentes, mas com estes já dá para ter uma ideia.

Entrevista com Alexandre Herédia, autor de Predadores e a sequência, Emboscada, e do romance histórico O Legado Battori, pela Tarja Editorial.

 

Entrevista com Camila Fernandes, que lançou seu primeiro romance, o audacioso Reino das Névoas – Contos de Fadas para Adultos, pela tarja Editorial.

 

Entrevista com a Cris Lasaitis, autora de Fábulas do Tempo e da Eternidade e uma das organizadoras da antologia A Fantástica Literatura Queer, de temática que propõe a discussão da diversidade sexual (li o volume vermelho, e está impecável), também pela Tarja Editorial.

 

Entrevista com Claudio Villa, autor de Mundos de Mirr e do lançamento da Llyr Editorial, O Vento Norte. Aliás, você pode ver o booktrailer aqui.

 

Entrevista com Felipe Santos, autor de O Preço da Imortalidade, pelo selo Novos Talentos da Novo Século.

 

Entrevista com Marcelo Amado, editor da Estronho. Sucessode público essa 😀

 

Entrevista com Ana Lúcia Merege, autora de O Castelo das Águias pela Editora Draco e prefaciadora da coletânea Eu Acredito, sobre fadas, que sairá pela Etora Literata.

 

Entrevista com Marcelo Pachoalin, autor de A Última Dama do Fogo e Eriana – Filha da Vida e da Morte, pela Editora Literata.

 

Faltam subir alguns vídeos ainda: os da Nana Poetisa, Nelson Magrini e Gabriel Burani. Não esqueci deles. É que estão pesados e está difícil subir em menos de SEIS HORAS¬¬

Resumo da Ópera II – Papo Fantástica ao Vivo

Sigo alegre e saltitante falando como foi o Papo Fantástica ao vivo dia 16/10, às 18h, na Livraria Cultura do Shopping Market Place.

E parece que pulei um tópico quando disse qual seria o de hoje. O tema “nomes de autores vendem livros?” veio depois de uma pergunta ao Erick Sama sobre os critérios editoriais que ele adota e sobre a responsabilidade da editora na divulgação de um livro.

Vamos por partes.

Primeiro, o Erick Sama disse que o editor tem que gostar do livro. Bom, não é um gostar igual ao de leitor. Ele, pessoalmente, gosta de um livro quando tem uma proposta autêntica em vez de se deixar guiar pelas modinhas do momento. Por exemplo, no caso da Editora Draco, que é específica de literatura fantástica nacional, ele disse que está saindo a modinha dos vampiros e entrando mais a dos anjos, e que eles recebem quantidade imensa de originais desses temas. Não que um livro com tema assim não possa ser bom, mas ele não gosta quando dá pra perceber que o autor mandou um original porque achou que ia ser publicado por ser o assunto do momento. Então, para Erick Sama, autenticidade é importante.

Outra coisa comentada nesse tópico foi sobre publicação independente. O Erick falou que não é contra publicação independente de forma alguma, mas às vezes o escritor é um pouco apressado, principalmente o iniciante, então pode correr o risco de publicar sua obra sem que ela esteja pronta para o mercado editorial. Como assim? Bom, o editor, que trabalha com livros, costuma saber quando a história é boa e quando só precisa de uma esclarecimento maior aqui ou ali, quando alguma parte não é tão importante, quando a história está sendo bem conduzida, entre outros. Uma editora sob demanda não costuma fazer este tipo de trabalho.

A Larissa, que estava na plateia, disse que já levou vários nãos de várias editoras e que publicou de forma independente, e reclamou que as editoras não explicam o motivo da recusa da obra. O Erick explicou que infelizmente fica difícil para a maior parte das editoras explicar as razões para recusar cada original porque recebem muitos.

O tópico a seguir foi proposto pela galera do SobreLivros (PR), e questionava qual a responsabilidade da editora na divulgação do livro. Ao contrário do esperado, o Erick Sama disse que a editora tem total responsabilidade de divulgar os livros, que é um investimento dela, e que é ela que tem mais ferramentas para fazer isso – não exatamente essas palavras, mas essa conotação. (digam ohhh)

Bom, achamos ótimo encontrar uma editora que pensa assim, porque não é o que ouvimos dizer no mercado. MAS alguém disse que o leitor deve sim ajudar a editora tanto quanto for possível nesse trabalho. Não lembro bem quem começou a conversa, só sei que citei a blogueira Mary Paixão, quando disse que a melhor forma de divulgação do autor é ele mesmo, que ela já tinha deixado de comprar livro de autor porque o cara era antipático (foi vc mesma, né, Mary?). A Alba Milena na hora emendou que a Psychobooks deixou de trabalhar com um autor porque ele era grosso. E eu disse que concordo muito com esse ponto de vista, ué, que os leitores não são números, são pessoas, cada um como uma opinião e uma forma de pensar, então o autor não pode desprezar isso (hehehe eu sou mais passional falando desse assunto ao vivo :D).

Então, a conclusão básica é de que a editora tem que divulgar a obra que escolheu publicar, mas o autor tem que ajudar, afinal, é interesse dele.

Pessoalmente, acho que o autor tem que fazer o esforço de ficar conhecido em seu meio e no meio do público leitor, e de forma positiva. Não dá trabalho responder educadamente quando o leitor pergunta ou comenta no blog (a menos que você seja o André Vianco ou o Eduardo Sphor, mas eles fazem a parte deles ao vivo. Quem os conhece sabe como são legais). A melhor forma de promoção que uma editora pode ter é boa distribuição entre livrarias físicas e livrarias online, capacidade de mandar o autor para eventos em outros estados, mesmo que não todos (e sei que isso é difícil) e coisas assim. Afinal, se o livro vende bem a editora também ganha, né.

E, agora sim, amanhã vou falar do tema “nome de autor vende livro?”, como havia pensado que faria hoje. Desculpem pelo lapso de memória, é que as coisas estão claras na minha cabeça, mesmo a ordem.

Ah, e acabo de saber algo que me deixou dando pulinhos de alegria: estarei em todos os Papos Fantásticos ao vivo, não só pra substituit o Dhyan, como foi dessa vez. A-DO-RO!

Resumo da Ópera I – Papo Fantástica ao Vivo

Eu ia colocar aqui uma enquete, mas ocorre que a minha enquete não quer ser incluída no meu post, então vou ter que escrever a longa resenha que eu vinha adiando. Ta bom, vai, deixa eu admitir: não vai ser nenhum sacrifício. Vou falar um assunto por post, porque pretendo ser bem detalhista. Eu havia prometido aos Fantásticos do Twitter que a conversa seria gravada, mas acabou não sendo, portanto vou fazer o segundo melhor: falar o mais perto possível de tudo q foi comentado lá. Acompanhem essa semana ^^

Primeiro, amei ter estado lá. Saí com meu namorado da casa dele quatro horas, mas a gente tinha decidido ir de trem, e não me perguntem por quê; cheguei dez pra seis em vez de cinco e quinze, como eu gostaria de ter chegado. Felizmente, cheguei a tempo. Muitos dos nossos expectadores chegaram atrasados por causa do trânsito ou do transporte público, que a chuva não ajudou.

Luiz Ehlers, idealizador e editor chefe da Revista Fantástica, foi a voz do oráculo hehehhe. Estava por Skype, direto do Rio Grande do Sul, então às vezes ouvíamos uma voz do além dando alguma opinião. Felipe Pierantoni (O Diário Rubro),  nosso diagramador, também estava por Skype, direto do Rio de Janeiro. Pra quem não entendeu as piadinhas do Leandro Schulai a respeito do Felipe estar falando da Argentina, é que dizem que ele se parece com um jogador argentino (não sei qual) hehehe.

Falando em Leandro Schulai, o autor de O Vale dos Anjos e membro ancião da Revista Fantástica, ele foi o âncora da noite, ante a ausência do Dhyan Shanasa (autor de O Livro de Tunes), que não pôde estar presente nem fisicamente nem por Skype. Mas ele mandou o primeiro vídeo propondo uma discussão, claro, sobre clássicos. É a cara do Dhyan falar de clássicos assim como é a cara do Greenpeace entrar com um barquinho na frente dos baleeiros japoneses.

Mas, antes de falar da discussão, ainda falta falar da Alba Milena, a fofa do Psychobooks (pra quem não conhece, ela chama a gente de fofo quando falamos com ela. É realmente uma fofa!), parceria de longa data com a Revista Fantástica e presença fixa em nosso podcast.

O convidado da noite foi o Erick Sama, editor chefe da Editora Draco, que em outubro agora completou 15 títulos em seu catálogo, só literatura fantástica nacional. APLAUSOS!

E, a última pessoa presente do palco de que vou falar: eu. Novíssima membra da Revista Fantástica, assumi a área de relações públicas e marketing do grupo, muito honrada de sair espalhando isso por aí, obrigada 😉 Consegui controlar meu instinto tagarela, acho.

Bom, o debate de clássicos foi como a gente espera que seja: reconhecemos a importância mas achamos que a obrigatoriedade de lê-los na escola acaba com o gosto da maior parte dos jovens pela leitura. Achei interessante o que o Erick Sama disse, que para quem quer escrever conhecer os clássicos é fundamental, e a justificativa dele para isso é justamente a construção de referências no campo da literatura e da linguística. Faz todo sentido do mundo, na minha opinião.

A Alba disse algo com que concordo também: é importante ler. Se é clássico ou não, ler é a verdadeira necessidade. Concordo com isso em se tratando do público leitor que não pretende escrever. Em relação a escritores, a opinião do Erick é minha eleita.

O Leandro acha os clássicos importantes, mas defende aquela posição que já ouvi o Luiz defender de que a obrigatoriedade em ler algo de tempos atrás numa época errada da vida pode fazer o jovem perder o gosto pela leitura. A isso acrescento que normalmente quando somos jovens não entendemos que cada obra tem um conceito de uma época e, mesmo tratando de temas universais, continua presa à época de alguma forma, seja pela linguagem, seja pela forma de ver a sociedade, entre outros.

De alguma forma é senso geral de que os clássicos são obras de referência em suas épocas, pela forma de linguagem desenvolvida e por alguma inovação de tema que tenham tido. Brincaram que talvez Harry Potter venha a ser um clássico para as próximas gerações (eu concordo plenamente, com seriedade nesse assunto, e poderia escrever uma tese defendendo a ideia, se outras pessoas mundo afora não o tivessem feito ainda). A julgar pelo que conheço do Dhyan, ele teria torcido o nariz a essa ideia.

O Erick contou coisas interessantes para contribuir com a discussão. Disse, por exemplo, que o Alexandre Dumas, considerado um clássico, publicava em sua época em folhetins para o povo, e era uma equipe que escrevia e ele assinava (como o Maurício de Souza). Ele disse isso para justificar que os livros não foram pensados como um clássico, apenas se tornaram por terem sido referência em algum momento.

Citou-se Stephanie Meyer,  e me dói um pouco o quanto consideram os livros dela nessas conversas. Eu achei a história legalzinha, mas definitivamente não é o tipo de livro em que penso duas vezes. Para mim é perda de tempo ficar discutindo se a série Crepúsculo tem ou não tem valor literário. Faz as menininhas lerem para depois evoluírem para outros tipos de livro, não tiro o mérito, mas quando as pobres crianças acham que só isso é livro e história a coisa fica patológica.

Depois disso, entramos no assunto “Nome do autor vende livro?”, sobre o qual falarei no post de amanhã.

Vitória da Literatura Nacional

Fiquei sabendo ontem de algo que me deixou tão eufórica que tive que vir aqui hoje para escrever esse artigo. O Leandro Schulai (autor de O Valeo dos anjos, que estou lendo atualmente) e o Luiz Ehlers (criador da Revista Fantástica), que deram aquela palestra de que falei no artigo “Lançamento de O Vale dos Anjos”, foram convidados pela Livraria Cultura do Shopping Market Place para um evento mensal fixo falando sobre literatura fantástica.

Pirei, né. Estava no trabalho e quase dei um grito no meio de todo mundo, toda felizinha. É ÓBVIO que eu vou sempre, ainda mais com o horário sensacional que conseguiram. Calma, chegarei lá.

Aí falei com o Schulai no msn ontem à noite e ele explicou como vai ser, e eles estão fazendo um esquema de bate-papo, e sempre lerão um convidado. A primeiro evento dessa série será NO DIA 16 DE OUTUBRO, ÀS 18H, LIVRARIA CULTURA DO SHOPPING MARKET PLACE. O convidado será o Leandro Reis, autor de Os Filhos de Galagah e O Senhor das Sombras, da série O Legado Goldshine.

Olhem o booktrailer dos dois livros:

Os Filhos de Galagah www.youtube.com/watch?v=-QKB8Xl8450

O Senhor das Sombras www.youtube.com/watch?v=sk3SrRi_Mds

Também recomendo o site dele, é muito interessante e me deixou bastante empolgada com a história. Acho que vou colocar o link nas minhas lista de links, mas, de qualquer modo, aqui vai http://www.grinmelken.com.br/.

Se vocês entrarem no site vocês vão querer ler o livro. Bom, e isto para divulgar o convidado deste primeiro evento.

E por que vitória da literatura nacional? Porque a Livraria Cultura é foda. Eles realmente valorizam, gostaram do assunto. Talvez o evento tenha trazido resultados. Um dia de semana, uma quinta-feira com mais de vinte pessoas em auditório para falar de literatura deve realmente ter sido uma vitória.

E isso porque era uma palestra, em que abriram espaço para perguntas no final. Um bate-papo vai ser muito divertido. Dizem que faltam eventos culturais no Brasil, mas só se você mora fora do Sul e Sudeste, porque por aqui tem coisa até demais. Nós é que não vamos, não procuramos saber.

Eu quero muito mesmo participar de todos e, enquanto for num sábado num horário tão acessível, claro que vou. Até quando acontece em uns horários mais complicados eu faço o possível e o impossível para ir.

Li um feed do blog da Livraria Cultura que falava de uma pesquisa da USP sobre a visão do Brasil no exterior, e estão falando que tem ficado mais positiva na área cultural, de esportes (óbvio) e uma outra que não lembro. O que mais me chamou a atenção foi a parte de cultural. Se o Brasil está com uma visão positiva da área cultural no exterior, então está tudo indo bem. Vamos fazer a coisa evoluir, porque só a gente pode fazder isso.

Sobre o Lançamento do VALE DOS ANJOS

Aconteceu ontem, dia 09 de setembro, na Livraria Cultura do Shopping Market Place. Às 18h30, com pouco atraso, começou a palestra sobre o mercado da literatura fantástica no Brasil, dada pelo Leandro Schulai (autor do livro O Vale dos Anjos), e pelo Luiz Ehlers, idealizador da Revista Fantástica (digital e gratuita, que trata apenas de literatura fantástica nacional).

Eles falaram muito de sonho versus realidade, sobre essa história de que escritor que não tem uma profissão de verdade morre de fome e outras histórias similares. Claro que eles não gostam muito desse ponto de vista, mas ambos trabalham em outra coisa também. Ao menos enquanto não são autores super conhecidos, como acho que merecem ser.

Eles começaram falando da infância, dos sonhos de criança, e disseram que muita gente acha que são bobagem, como sabemos que acontece. E isso me lembrou uma frase de um texto de Shakespearde que li uma vez, que dizia “Nunca diga a uma criança que seus sonhos são uma bobagem, primeiro, porque não é verdade, e porque seria uma tragédia se ela acreditasse”. Sensacional! Se uma criança cresce se conformando que os sonhos dela são impossíveis, ela nunca vai correr atrás de nada.

Uma vez li uma frase que dizia “nós vamos morrer, mas agimos como se fôssemos viver pra sempre”, e não lembro se ela era do Oscar Wilde, mas tem cara, né?

Bom, eles disseram que por causa dessa coisa de persistir nos sonhos fazia parecer uma palestra assistencialista, mas não era não. Era só a verdade escancarada. E o Luiz Ehlers falou exatamente o que eu penso sobre o povo brasileiro não ser conhecido como um povo que lê. Vero. Mas por quê?

Rá! Ele entitula isso de ‘o terror dos clássicos’, que eu achei sensacional. De verdade. Por que um bando de gente sem ter o que fazer em algum lugar entre o mec e as universidades públicas achou conveniente obrigar adolescentes sem hábitos de leitura a let MACHADO DE ASSIS, EÇA DE QUEIROZ, ALUÍZIO AZEVENDO, entre outros. Óbvio que o discurso dele foi bem menos radical do que o meu, mas a ideia é a mesma.

Não se põe pra ler clássicos leitores sem, digamos ‘ maturidade literária’. Por quê? Porque as crianças começam a achar que ler é um saco.

E o Ehlers mesmo disse que Machado de Assis é muito bom (e deixo aqui expresso que é um dos meus autores preferidos), entretanto um adolescente sendo obrigado a ler um treco de 200 anos atrás tem poucas chances de concordar. A linguagem é outra, o ritmo da narrativa é outro. Se um leitor acostumado a vários autores pega pra ler um Dom Casmurro da vida ele vai achar o máximo. Se vocês leram na época de cursinho e odiaram, e pegaram o hábito de ler depois, tentem ler Dom Casmurro de novo. It will  be a whole new world.

Então, como a maior parte dos pais desse país não cultivam o hábito de leitura no filho desde cedo, quando ele é obrigado no colégio a fazer uma prova de O Cortiço ele fica puto, diz que ler é uma droga, e nunca mais pega num livro. Brilhante resultado: ele escreve mal. Quem não lê não escreve, isso é fato. Por mais que a pessoa seja uma máquina de decorar regras gramaticais, ela nunca vai escrever bem se não tiver hábito de leitura. É um fato, aceite.

Se você não lê e acha que escreve bem, lamento. É uma ilusão da sua cabeça. Se você lê e acha que escreve mal, é porque escrever bem também vem do hábito da escrita, depois do hábito de leitura, então um dia você vai escrever bem, se persistir em escrever.

Não estou falando só de escrever histórias, certo? Já vi advogado escrevendo mal que até doía, e mais ainda pelos preciosismos linguísticos. Imagina que delícia, eu pegando a petição da outra parte do processo (muito tempo atrás, quando eu fazia Direito e era estagiária) e pegava aquele monte de erros gramaticias combinados com palavras pomposas. Dava até dor de barriga, de tanto que eu ria. Não estou falando que todo advogado escreve mal, ok? Conheço uma galera, incluindo ex-coleguinhas de faculdade, que escrevem bem pacas.

Só dei esse lindo exemplo porque todos os advogados que conheço se acham uma sumidade da escrita (poucos são), para mostrar que ler é importante para escrever qualquer coisa. Até e-mail. Até desabafo no Twitter.

Bom, eu me alonguei mais do que gostaria na minha divagação acerca dos assuntos da palestra. Mas foi isso aí.

E comprei o livro do Leandro, o Vale dos Anjos, que tem uma sinopse interessantíssima e, por enquanto, até a página 49, está muuuuuuito bom. Eu postarei uma resenha no Skoob quando acabar de ler, e copio aqui, como fiz com Dragões de Éter.

Fantasticon – Oficina do Vianco

Conforme prometido, vou falar um pouquinho sobre como foi a oficina do André Vianco no IV Fantasticon. Aconteceu entre 11h e 13h do domingo, dia 29 de agosto.

Bom, segundo ele, estava morrendo de sono por causa do ritmo alucinado das filmagens (vide link do blog dele na minha página inicial), mas eu cheguei 9h30 e já tinha gente na fila, esperando. A Biblioteca nem tinha aberto ainda. Ficamos esperando até quase onze oras mesmo. Eu era a 82ª inscrita para a oficina, e estava na lista de espera (notem que a oficina era gratuita, mas precisávamos nos inscrever porque o número de pessoas esperadas era grande, ou pelo menos assim imagino.

O André Vianco chegou umas dez e meia, quinze pras onze, e cumprimentou o pessoal na fila. Continuamos esperando do lado de fora, até que abriram e fomos para a entrada da sala da oficina, e tinham um milhão de listas nas mãos (Eliane Galucci, tradutora muito simpática, que teve de lidar com uma galera ansiosa, parabéns!).

Bom, vamos falar da oficina em si. O Vianco falou um monte de coisas, e  espero que ele me perdoe se eu errar a ordem as coisas, não pretendo reproduzir as palavras exatas, mas as ideias.

A primeira ideia que ele passou foi sobre a paixão de escrever. Basicamente, se escrever não for a coisa mais importante da nossa vida, algo de que gostamos e a que nos dedicamos integralmente, não teremos êxito se quisermos seguir carreira como escritores e viver de direitos autorais. Engraçado que ele falou com muita calma que não existe o menor problema em adorar escrever e encarar isso como hobby.

Vianco mencionou o talento como algo fundamental para que o escritor deixe o hobby e encare o escrever como uma profissão. Essa parte sobre ‘talento’ engloba várias coisas, acho. Porque ele disse que, por mais que escrevamos bem e tenhamos uma ideia sensacional, se não tivermos um talento especial para contar histórias, escrever será sempre um hobby.

Outra coisa interessantíssima que ele falou, bem o que eu penso desde que comecei a me dedicar à contação de histórias, é que, antes de começar a escrever, devemos pensar no que temos de diferente para contar. Há vários clichês para cada gênero de literatura, e na fantástica não seria diferente, e precisamos respeitá-los para que o público não perca o interesse. A forma de contar, a história proposta é que devem conter uma diferença que valha a pena escrever.

A verossimilhança é muito importante para haver identificação do público. Ou pela ambientação, que pode ser real apesar da temática fantasiosa, ou pelo tratamento de temas universais da humanidade (amor, morte, amizade etc), no caso de histórias que se passem num mundo inteiro fantasioso.

Bom, o meu caso é totalmente o segundo.

Isso à parte, ele falou sobre criar a bio da personagem, para dar veracidade à história, saber por que cada persona age e reage de um modo a diversas situações em sua vida. E fazer isso com os protagonistas e com aqueles que cercam o protagonista.

Quem disse que escrever é fácil?

Mas é a melhor parte!

Ah, e o Vianco disse que, depois de escrever tudo a primeira vez, é bom revisar uma ou duas. E mais de duas é paranoia. Faz muito sentido, né, porque uma pessoa não pode achar que a história está perfeita da primeira vez que ela escreve. É preciso amarrar bem os fatos, as personagens, ver se tem sentido cada um falar ou agir de que forma, entre tantas outras coisas a serem observadas. Segundo ele, a parte mais gostosa do trabalho.

Adoro fazer isso também, mas acho que criar personagens é mais fantástico. Se bem que ler a sua própria história e ir arrumando aos poucos é uma delícia mesmo. Dá um orgulho.

Bom, nós metralhamos o André Vianco com perguntas de todos os gêneros, e, fora eu não ter conseguido pensar num nome melhor pra um planeta do que “FLORZINHA”, correu tudo bem. Uma moça salvou a nossa história com um tal de “Gashir”, bem mais aceitável.

Fantasticon

Sexta-feira de noite, sábado o dia todo e domingo o dia todo (27, 28 e 29 de agosto) ocorreu o IV Simpósio de Literatura Fantástica na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa. Pra quem não está muito a par “literatura fantástica” engloba os gêneros de ficção científica, terror e fantasia.

Foi fantástico mesmo. Certamente um dos melhores eventos a que já fui na minha vida, e sem exageros. Primeiro, porque forneceu informações úteis tanto a autores quanto a leitores desse gênero (eu me enquadro nas duas categorias, mas podem imaginar que, como autora, foi muito mais empolgante).

Na primeira palestra, a de abertura, na sexta de noite, ouvimos o gaúcho ocupante da cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras, Moacyr Scliar, falar sobre realismo mágico ou fantástico, sobre a ditadura e Kafka. Divino! Tudo, obviamente, abordando a temática do simpósio.

O mais incrível foi o lanche que nos serviram depois, porque conheci um grupo muito legal com quem fiquei pelo resto do evento, claro, com algumas adições e subtrações. Conversamos sobre um milhão de assuntos, sempre em literatura, falamos do que escrevemos e lemos, e dos filmes a que assistimos. Papo muito bom.

O sábado foi ótimo. As mesas redondas sobre o mercado editorial para literatura fantástica no Brasil (primeiro foram escritores nacionais falando, depois a outra mesa redonda, foram editores). Conheci autores nacionais, e eles estavam lá conversando com todo mundo, e nem sabíamos todo mundo que escrevia e quem era só leitor. Me falaram do skoob, rede social sobre livros, e eu jpa fiz um perfil lá quando cheguei na casa do namorado, porque eu vivo pra livros. Ainda mais com a proposta maravilhosa como tem a do Skoob. Vou fazer resenhas adoidada.

Conheci autores nacionais que, só pelo jeito que falaram na mesa redonda me fizeram querer conhecer as obras deles. Vulgo J. Modesto e Nelson Magrini.

Domingo começou com uma oficinal do André Vianco sobre a estutura da crição de um romance. O cara é foda! Gente, ele merece ser um dos autores brasileiros mais vendidos por aqui! (pra quem não está familiarizado, ele escreve sobre vampiros, notadamente sete vampiros portugueses muito charmosos e malvados). Primeiro, o amor à arte de escrever é palpável nas palavras dele. Segundo, ele sabe muito o que está fazendo quando fala, nós o enchemos de perguntas, e ele respondeu a todas com muita propriedade. Depois escrevo um post inteiro sobre a oficina dele, que merece.

Então tivemos uma mesa redonda a que não assisti inteira (porque começou antes do fim da oficina do Vianco) que tinha, dentre outros, Eduardo Sphor, o autor best seller de A BATALHA DO APOCALISE. Só pra vocês saberem, ele já bateu a Meg Cabot e a Stephanie Meyer, do Crepúsculo. hohoho

Ainda não li o livro dele, mas É ÓBVIO que vou ler. Primeiro, porque ele fala bem, segundo porque acredita no que está falando, terceiro porque eu quero muito prestigiar a literatura fantástica nacional, de que almejo fazer parte num futuro bem próximo.

Só que domingo conheci também um autor estreante, o Leandro Schulai, que escreveu O VALE DOS ANJOS, uma trilogia de seis livros. Explico: eram para ser três livros, mas eram gigantescos, e então a editora achou por bem dividi-los pela metade. Os três livros terão parte um e dois. Vou no lançamento, na Livraria Cultura do Market Place, às 18h30, dia 09 de setembro. E vou ler, porque o autor é muito legal, e, pelo que contou da história, parece sublime.

Teve também outra mesa redonda, com mais autores nacionais, falando sobre o gênero fantasia no Brasil, que incluía o Raphael Draccon, auor da trilogia Dragões de Éter. Vou resenhar o livro em breve. Ele é muito calmo, e fala todas as verdades da humanidade como se estivesse falando de pizza, tamanha naturalidade. Adoro gente inteligente, me inspira.

Conclusões do Fantaticon: pessoas fantásticas, temáticas maravilhosas e pertinentes, organização ótima. Pecaram um pouquinho na divulgação: ia começar sexta e só fiquei sabendo na quinta! Mas ok, agora que eu sei que existe eu ajudo a divulgar. A literatura brasileira está com um público leitor crescente, mas ainda precisamos acabar com o preconceito eterno de nós mesmos de que, se é brasileiro é ruim. NÃO É VERDADE! Os caras são muito bons! Li o Vianco, li o Draccon, e estou começando a comer os livros dos outros!

Vou fazer questão de ler todos eles e falar o que acho depois, porque eu me apaixonei por esse universo muito mais do que já era apaixonada.