Lançamento de Caçadores de Bruxas

Hoje tenho o prazer de anunciar, com a ótima antecedência de um mês, o lançamento da coletânea “Caçadores de Bruxas”, da Editora Buriti, de que participo com o conto “A Última Feiticeira de Florença”.

Onde?

Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509 (do ladinho da Estação Brigadeiro, linha verde do metrô.

Quando?

Dia 29 de junho, das 15h30 às 18h30.

Por quê?

A temática desse livro é uma que pesquisei mais de um ano antes de começar a escrever uma linha que fosse a respeito. Cada letra foi muito pensada e tem uma finalidade, então é algo que gostaria muito de compartilhar com quem eu gosto.

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Não precisa comprar o livro, ta? Eu sei que dia 29 pode ser um dia difícil no mês para bastante gente, financeiramente falando. Faço muito mais questão da presença dos amigos neste momento, do que qualquer outra coisa. Claro que vou adorar dar autógrafos, depois de ficar horas e horas treinando a assinatura do autógrafo \o/

Para os cibernéticos de plantão, o e-book está na Amazon por R$ 9,90 (mas preciso avisar: já recebi alguns feedbacks de que a conversão estava meio ruim…)

Enfim, espero você lá 😀

Impressões (ou Resenha) de Territórios Invisíveis, de Nikelen Witter

Começo este post sob o signo do maior entusiasmo que pode haver: aquele por bons livros. Mas mais do que isso: aquele de quem encontrou uma joia preciosa que traz uma luz mágica para a vida.

O infanto-juvenil Territórios Invisíveis, da Nikelen Witter, é um daqueles tesouros que às vezes encontramos e fazem a nossa vida se acender em cores diferentes. TOP 5 livros da minha vida, sem sombra de dúvida.

Não tenho vontade de resenhá-lo; sinto-me indigna disso. Tive essa sorte poucas vezes na vida, e esta é uma delas. Não tenho domínio das palavras suficiente para transpor nelas uma faísca sequer do que sinto.

Bem, é um infanto-juvenil. É daqueles com crianças protagonistas que são dragadas para um mistério além de sua compreensão. É um livro de fantasia.

Só que ele tem aquele ingrediente especial que separa os livros legaizinhos dos ME-MO-RÁ-VEIS. Há algo ali, escondido entre as linhas, encharcando os parágrafos e infiltrando cada frestinha da nossa imaginação – algo que faz você ter certeza de que vai levar o livro com você para sempre, mesmo quando achar que não se lembra mais.

Eu não vou dizer o que é porque não sei. Mas também não diria, se soubesse. Os encantamentos mais bonitos tendem a se perder quando tentamos explicá-los.

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Informações oficiais, já que não dei nenhuma

Imagem Nem sempre os acontecimentos extraordinários irão manifestar-se para pessoas especiais. Por vezes, o que alguns chamam de Destino nada mais é do que uma coleção de acasos, selecionados pela sorte. Ou, pela falta dela. A vida dos gêmeos Ariadne e Hector nada tinha de excepcional. A não ser, talvez, pelo desaparecimento da mãe, a historiadora Marina, há quatro anos. Porém, para quem vive nas grandes cidades (por vezes, até mesmo nas pequenas), este é um pesadelo que se pode encontrar em qualquer jornal. Assim, às vésperas de completarem 13 anos, os dois irmãos dividem seu tempo entre fugir da dor da perda, implicar um com o outro, atormentar o pai e conviver com os três melhores amigos: Neco, Leo e Camila. Acontecimentos incomuns os rondam, se fazem próximos, embora ainda não perceptíveis. Então, quando o irmão mais novo de Leo é raptado, o extraordinário os arrebata. Os sequestradores do pequeno Mateus exigem a entrega de uma misteriosa caixa de segredos, não maior que um tijolo, entalhada com um sol com raios que vertem lágrimas – um sol que chora. A caixa foi construída de maneira a permanecer inacessível até que as peças que a formam, organizadas em quebra-cabeças, tenham seus segredos desvendados. Baixe um trecho aqui.

Edição: 1
Editora: Fantas
ISBN: 9788564590274
Ano: 2012
Páginas: 368

 

Consciência de uma Ótima Escolha (ou puxa-saquismo merecido)

Quando decidi que ia escrever um romance histórico com bruxas, eu pensei em convidar a Nikelen para ser minha consultora história, guiada pelos comentários muito sensatos que fez num conto meu. Comentários esses com conhecimento em História, mas, além disso, em estrutura narrativa, roteiro e coesão gramatical.

Fiquei muito feliz que ela tenha aceitado, e cada vez mais feliz depois que ela me ajudou com o projeto para o edital de Criação Literária da BN, pois não interferiu nem nas minhas ideias, nem nos meus argumentos, mas havia certo toque de onde escrever o que, algo do projeto que ela conhecia que eu não havia citado muito bem, e esses detalhezinhos que fazem a diferença.

Conversamos sobre minha pesquisa bibliográfica imensa poucas e esparsas vezes, e todas foram de uma riqueza imprescindível para meu trabalho. Temo, apenas, não estar à altura de consultora tão entusiasmada.

Mas depois de ler esse livro, eu fiquei em êxtase e receosa. Em êxtase, porque tenho uma consultora com habilidades extraordinárias para me guiar. Receosa, porque dá um frio na barriga ler algo tão bom e achar que nunca serei capaz de escrever algo tão incrível.

Pesquisa para Escrever e Ideia de um Novo Romance

O reino das ideias tem sido o reino mais real para mim há muito tempo. Desde que me lembro. Um psiquiatra que porventura encontre esse blog poderia me diagnosticar com algum tipo de esquizofrenia, mas E.L. Doctorow tem uma famosa quote atestando que escrever é a única forma socialmente aceitável da doença.

E “real” é diferente de “material”; as ideias só se tornam materiais escrevendo, cantando, pintando, desenhando, dançando, tocando, rabiscando ou realizando qualquer outra forma de expressão artística – por excelência a comunicação de uma ideia, sua materialização. Mas ideias são tão reais quanto alguma coisa pode ser.

E um belo dia tive uma ideia maluquinhas, dessas que aparecem e começam a martelar. Não me lembro se estava lavando a louça, tomando banho ou andando por quarenta minutos entre a Paulista e o meu trabalho – que são alguns dos momentos mais propícios para se ter uma ideia maluquinha, já que é quando não temos nada em especial para nos concentrar que exija muito do cérebro.

E a dita ideia é que meu próximo romance vai ter como cenário temporal a Inquisição.

Ora, não sou formada em História,então tudo o que sei a respeito vem do que aprendi na escola e do que vi em filmes, sendo que o único que me vem à memória claramente é O Nome da Rosa. Ou seja, não sei muito. Na verdade, não sei nada.

É uma boa constatação, sabe, a de que você não sabe nada a respeito de algo, porque é quando costumamos pensar em fazer algo a respeito. Se quero escrever um livro que se passa no período da Inquisição, preciso conhecer melhor a época, os costumes, as pessoas, como pensavam de si a respeito da sociedade, a Igreja, o poder, a economia, a política. É muita coisa para entender.

Minha preferência pelo gênero de literatura fantástica não me permite simplesmente inventar fatos, como alguns acreditam funcionar esse tipo de histórias, até porque, não lembro qual foi o escritor que disse “a ficção precisa fazer sentido, ao contrário da realidade”.

E é muita coisa para aprender antes de começar a escrever de fato. Quero dizer, tenho todo o plot, a ideia geral das personagens, suas funções, sei o que quero transmitir e para onde vai caminhar, mas a fase da pesquisa é necessária. Você não escreve sobre algo que não conhece. Por mais sensacional que uma ideia seja, é a materialização dela que vai chegar às pessoas, então é uma parte importante.

Depois de ponderar, concluí que não teria a capacidade autodidata de conhecer tudo o que precisava para tornar o cenário convicente o bastante sozinha. E foi por isso que pedi à minha querida amiga e professora universitária, historiadora, Nikelen Witter, que fosse minha consultora história. Pedi, convidei, implorei; o que soar melhor.

Mandei para ela as poucas linhas que havia escrito e tudo o que pretendia em traços gerais, para ela avaliar o nível de trabalho. A Nika me recomendou uns dez livros para ler, de períodos diferentes da Inquisição, entre outros de temas mais específicos para a minha história, que não pretendo revelar agora.

Foi quando entendi o tamanho do problema. Surgiram mais perguntas ainda. Em qual século? Em qual fase da Inquisição? Em qual região (porque ainda não havia os países como os conhecemos hoje)? E mais um milhão delas.

Pode até ser que algumas pessoas ficariam desanimadas com a perspectiva de ter tanto trabalho, mas eu, muito pelo contrário, fiquei mais empolgada ainda. É tudo muito rico, muito, muito, MUITO revoltante, e entender que alguns fatos vem daquela época, que algumas coisas que aconteceram naquela época vieram de bem antes… é tudo muito mágico. Mágico como escrever literatura fantástica.

A apaixonante arte de escrever é mais do que isso; é entender o que queremos transmitir e materializar a ideia de uma forma palatável ao público que desejamos atingir.

Preciso confessar apenas que não estou conseguindo ler tão rápido quanto gostaria. Alguns livros sobre a época tem a estranha capacidade de me causar náusea, irritação, indignação e essas coisas maravilhosas que compreender História podem fazer conosco. Se eu conseguir transmitir metade dessas sensações em meu romance, acreditarei ter cumprido meu objetivo.

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Capa do Livro Malleus Maleficarum, escrito por inquisidores em 1484

P.S.: conheçam o blog da Nikelen Witter, essa pessoa maravilhosa e inspiradora que me deu a honra de ser minha consultora para uma obra mais ambiciosa que outras.

O Twitter dela é @NikelenWitter, e é um daqueles perfis que não te aborrece seguir, porque não fica floodando a timeline com bobagem. Na verdade, ela costuma postar coisa interessantíssimas, mas isso já dá para notar pelo blog, bem diversificado mas sempre relevante.

Vitória da Literatura Nacional

Fiquei sabendo ontem de algo que me deixou tão eufórica que tive que vir aqui hoje para escrever esse artigo. O Leandro Schulai (autor de O Valeo dos anjos, que estou lendo atualmente) e o Luiz Ehlers (criador da Revista Fantástica), que deram aquela palestra de que falei no artigo “Lançamento de O Vale dos Anjos”, foram convidados pela Livraria Cultura do Shopping Market Place para um evento mensal fixo falando sobre literatura fantástica.

Pirei, né. Estava no trabalho e quase dei um grito no meio de todo mundo, toda felizinha. É ÓBVIO que eu vou sempre, ainda mais com o horário sensacional que conseguiram. Calma, chegarei lá.

Aí falei com o Schulai no msn ontem à noite e ele explicou como vai ser, e eles estão fazendo um esquema de bate-papo, e sempre lerão um convidado. A primeiro evento dessa série será NO DIA 16 DE OUTUBRO, ÀS 18H, LIVRARIA CULTURA DO SHOPPING MARKET PLACE. O convidado será o Leandro Reis, autor de Os Filhos de Galagah e O Senhor das Sombras, da série O Legado Goldshine.

Olhem o booktrailer dos dois livros:

Os Filhos de Galagah www.youtube.com/watch?v=-QKB8Xl8450

O Senhor das Sombras www.youtube.com/watch?v=sk3SrRi_Mds

Também recomendo o site dele, é muito interessante e me deixou bastante empolgada com a história. Acho que vou colocar o link nas minhas lista de links, mas, de qualquer modo, aqui vai http://www.grinmelken.com.br/.

Se vocês entrarem no site vocês vão querer ler o livro. Bom, e isto para divulgar o convidado deste primeiro evento.

E por que vitória da literatura nacional? Porque a Livraria Cultura é foda. Eles realmente valorizam, gostaram do assunto. Talvez o evento tenha trazido resultados. Um dia de semana, uma quinta-feira com mais de vinte pessoas em auditório para falar de literatura deve realmente ter sido uma vitória.

E isso porque era uma palestra, em que abriram espaço para perguntas no final. Um bate-papo vai ser muito divertido. Dizem que faltam eventos culturais no Brasil, mas só se você mora fora do Sul e Sudeste, porque por aqui tem coisa até demais. Nós é que não vamos, não procuramos saber.

Eu quero muito mesmo participar de todos e, enquanto for num sábado num horário tão acessível, claro que vou. Até quando acontece em uns horários mais complicados eu faço o possível e o impossível para ir.

Li um feed do blog da Livraria Cultura que falava de uma pesquisa da USP sobre a visão do Brasil no exterior, e estão falando que tem ficado mais positiva na área cultural, de esportes (óbvio) e uma outra que não lembro. O que mais me chamou a atenção foi a parte de cultural. Se o Brasil está com uma visão positiva da área cultural no exterior, então está tudo indo bem. Vamos fazer a coisa evoluir, porque só a gente pode fazder isso.